A subida dos juros dos Certificados de Aforro renovou o interesse das famílias por este produto de poupança e, de acordo com o Banco de Portugal, o montante investido em Setembro subiu 491,4 milhões de euros, ultrapassando a barreira dos 39 mil milhões de euros pela primeira vez, revela o Correio da Manhã.
A taxa dos Certificados de Aforro subiu para 2,028% em Setembro, interrompendo um período de mais de dois anos em que este produto financeiro remunerou consistentemente à taxa-base máxima permitida por lei de 2,5% na actual série F.
Recorde-se que, em Agosto, a taxa de juro média baixou pelo 20.º mês consecutivo, para 1,34%, segundo o Banco de Portugal, a série de descidas dos juros dos depósitos mais longa de que há registo.
Agora, a ligeira subida da Euribor a três meses volta a melhorar a rentabilidade do produto do Estado, estimando-se que a taxa de juro base para novas subscrições em Novembro atinja os 2,044%, um aumento de 0,035 pontos percentuais face à taxa de 2,009% de Outubro.
Com base neste cenário, em Novembro os Certificados de Aforro continuarão a representar uma vantagem competitiva significativa face aos depósitos tradicionais, tanto a nível de garantia e segurança como de remuneração.













