Boas Práticas: A visão humana que guia (e liga) a NOS

Human Resources com Lusa
4 de Março 2026 | 14:00

Num sector marcado por disrupção tecnológica, escassez de talento e consolidação de modelos de trabalho flexíveis, a NOS tem vindo a construir uma estratégia de Gestão de Pessoas que procura equilibrar inovação, desenvolvimento humano e sustentabilidade.

 

Por Tânia Reis

 

Entre “Há mais em Nós” a “Liga tudo a que ligas” está mais de uma década de história. De 2014 a 2025, a evolução da NOS espelha o papel das ligações – humanas, tecnológicas e culturais – no centro da sua proposta de valor.

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Internamente, essa visão traduz-se numa estratégia de Pessoas que procura alinhar cultura, talento e liderança com essa identidade. A gestão dos cerca de 1600 colaboradores assenta numa visão clara: «Activar o potencial das pessoas para acelerar a performance do negócio, num contexto de elevada transformação», realça a directora de Pessoas e Organização, Isabel Borgas. Essa visão concretiza‑se em três pilares fundamentais. O primeiro é o talento, apoiado numa gestão orientada para competências, «garantindo as pessoas certas nos papéis certos e preparadas para a convivência futura – já presente – com a IA», com o objectivo de tornar o talento mais ágil, preparado e alinhado com a estratégia da organização. «Isto concretiza-se através de modelos de carreira claros, mobilidade interna, percursos de desenvolvimento, mentoria e planos de desenvolvimento pessoal que potenciam o crescimento a performance.»

O segundo pilar é a liderança. Com a evolução do movimento Leadershift, a NOS capacita líderes para decidir com rapidez, testar, aprender e desenvolver pessoas de forma consistente, «promovendo uma liderança mais consciente, responsável e orientada para o futuro, capaz de navegar a complexidade do negócio».

O terceiro pilar centra-se na promoção de uma experiência de trabalho positiva, assente em relações de confiança, proximidade e engagement, autonomia com clareza de expectativas, aprendizagem contínua, colaboração e bem‑estar físico e emocional. «Em conjunto, estes pilares permitem construir uma organização mais capaz, humana e preparada para os desafios do futuro, ou seja, um excelente lugar para trabalhar », defende.

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Para Isabel Borgas, os principais desafios actuais estão na gestão de talento e na evolução da liderança, num contexto de rápida transformação tecnológica. «É fundamental desenvolver competências relevantes para o futuro e capacitar líderes para gerir equipas mais autónomas, diversas e digitais», salienta. «A IA traz enormes oportunidades, mas exige também uma liderança mais humana, ética e consciente, capaz de equilibrar tecnologia, performance e bem-estar.»

O papel de Pessoas e Organização é, por isso, «apoiar a requalificação contínua, gerir receios e garantir que a IA potencia – e não substitui – as capacidades humanas».

Com colaboradores de norte a sul do País, o envolvimento e o sentimento de pertença fazem parte do ADN da empresa, assegura a responsável.

«Trabalhamos diariamente para criar ligações genuínas entre pessoas e equipas, através de iniciativas que apoiam tanto as lideranças como todos os colaboradores. » Desde offsites, teambuildings e reuniões regulares, até momentos de feedback contínuo, procuram garantir alinhamento, colaboração e valorização. Ademais, promovem iniciativas que celebram datas marcantes, momentos pessoais e conquistas profissionais, «reforçando a energia e o orgulho de fazer parte da NOS». Os Get togethers de regresso de Verão, a Festa de Natal ou o Fator N são exemplos de práticas que tornam a jornada «ainda mais significativa. No fundo, acreditamos que, quando criamos ligações humanas fortes, potenciamos o melhor de cada pessoa e fortalecemos a cultura que nos distingue», afirma.

 

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Bem-estar e diversidade como motores de impacto
No eixo do bem‑estar, uma abordagem integrada cruza as dimensões mental, física e social/financeira. «O programa NOS VITA visa valorizar e cuidar das nossas pessoas de forma holística, com iniciativas que inspiram escolhas saudáveis, capacitam mudanças e facilitam o acesso ao bem‑estar, para uma vida melhor.»

Ao nível do bem-estar mental e emocional, a empresa tem reforçado a capacitação das lideranças e a criação de uma cultura de maior abertura e segurança psicológica, reforçada por formação e primeiros socorros psicológicos. No plano do bem-estar físico, são desenvolvidas acções regulares de sensibilização para hábitos de vida saudáveis, como actividade física, saúde cardiovascular, recuperação e autocuidado, rastreios e massagens ergonómicas. Já no bem-estar social e financeiro, a empresa aborda temas como parentalidade, gestão do orçamento, poupança e endividamento, «ajudando os colaboradores a reduzir fontes de stress e a tomar decisões mais conscientes».

Sendo a diversidade um motor de crescimento sustentável na organização, a directora de Pessoas acredita que «equipas diversas são mais adaptáveis, inovadoras e bem preparadas para antecipar desafios». Esse compromisso materializa-se no dia-a-dia no reforço de políticas internas, na adesão a iniciativas externas relevantes, no estabelecimento de parcerias e na criação de programas específicos e acções regulares de sensibilização e capacitação das equipas.

Entre essas parcerias destaca-se a colaboração com a Valor T, que, desde 2024, tem permitido a integração de pessoas com diferentes tipos de deficiência e incapacidade em vários cinemas NOS. «A Valor T apoia todo o processo – da selecção à formação das equipas – com acompanhamento próximo e contínuo, em articulação com as equipas de Pessoas da NOS, garantindo a integração, o bem-estar e o desenvolvimento dos colaboradores.»

E os impactos têm sido positivos, assegura Isabel Borgas. «Para os colaboradores, representa frequentemente o primeiro emprego, promove autonomia financeira, desenvolve competências e permite que exista inclusão social. Para as equipas, contribui para um melhor.

 

Leia o artigo na íntegra na edição de Fevereiro (nº. 182) da Human Resources.

Disponível nas bancas e online, na versão em papel e na versão digital.

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