Negociação da legislação laboral termina sem acordo

Human Resources com Lusa
10 de Março 2026 | 19:20

O presidente da CIP, Armindo Monteiro, disse que as negociações sobre o pacote laboral terminaram sem acordo e responsabilizou a UGT pela ausência de um entendimento.

 

«É da responsabilidade da UGT não haver acordo», disse o líder da CIP, referindo-se à reunião técnica que decorreu no Ministério do Trabalho entre os parceiros sociais e que terminou sem ter sido atingido um entendimento.

Armindo Monteiro afirmou que “não é habitual ver a UGT ter a atitude que teve” durante o processo de negociação da reforma laboral proposta em Julho de 2025 pelo Governo.

«A UGT não precisava de fingir que entrava num processo negocial que não quer fazer», acrescentou o dirigente da CIP.

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Em relação à postura negocial da CGTP, Armindo Monteiro considerou que “não surpreendeu o país” quando a central sindical decidiu “retirar-se das negociações”.

“Foi uma posição clara e transparente”.

O anteprojecto de reforma, chamado “Trabalho XXI”, foi apresentado pelo Governo de Luís Montenegro (PSD e CDS-PP) em 24 de Julho de 2025 e a ministra do Trabalho já sinalizou a intenção de submeter a proposta de lei no parlamento, ainda que não se comprometa com uma data.

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As alterações propostas pelo Governo em Julho mereceram um ‘não’ das centrais sindicais, que consideram as mudanças um ataque aos direitos dos trabalhadores.

As confederações empresariais aplaudiram a reforma, ainda que digam que há espaço para melhorias.

Perante as críticas da CGTP e da UGT, o executivo entregou à UGT uma nova proposta com algumas cedências e novas medidas, mas reiterou que não está disponível para retirar toda a iniciativa, nem para deixar cair as traves mestras das alterações anunciadas.

A UGT fez chegar uma contraproposta ao Governo em 4 de Fevereiro e sinalizou que tem ‘linhas vermelhas’ em matérias como a da contratação a termo ou o ‘outsourcing’, cujas propostas considera “inaceitáveis”.

Também a CIP – Confederação Empresarial de Portugal entregou uma nova proposta com alterações à lei laboral, na sequência da contraproposta apresentada pela UGT.

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