Além do risco para a retenção, colaboradores stressados ou desmotivados podem também prejudicar a produtividade nas empresas. Segundo o relatório “State of the Global Workplace” de 2026 da Gallup, essa perda pode atingir até 9% do PIB mundial, revela o Euronews.
Segundo o relatório da consultora, globalmente, o engagement dos trabalhadores está a diminuir, situando-se em 20% (o valor mais baixo desde2020), com os trabalhadores a sentirem-se menos motivados e empenhados.
Enquanto a Europa regista valores mais baixos de stress, é também a região menos engaged (pelo sexto ano consecutivo), enquanto os EUA e o Canadá registam os valores de engagement mais elevado e, ao mesmo tempo, os mais altos níveis de stress.
Geograficamente, os europeus do sul tendem a ser, geralmente, os mais afectados pelo stress, com os gregos (61%), os malteses (57%), os cipriotas (56%), os italianos (51%) e os portugueses (47%) a registarem os níveis mais elevados.
No lado oposto estão os dinamarqueses (19%), os polacos (22%) e os lituanos (23%).
Segundo a Gallup, o perfil dos trabalhadores mais stressados aponta para uma maioria de gestores, com menos de 35 anos e em regimes de trabalho híbridos.
Quando se trata de bem-estar, os dados mostram que os trabalhadores europeus estão muito melhor, com cerca de 49% dos trabalhadores a afirmar estarem a prosperar, em comparação com 34% a nível mundial.
A Finlândia (81%), a Islândia (78%) e a Dinamarca (78%) estão no topo da tabela da felicidade na Europa.
A maioria dos trabalhadores europeus sente-se optimista, com 57% a afirmar que é uma boa altura para encontrar um emprego – mais do que a média global de 52% – liderada pelos Países Baixos (86%), enquanto a Eslováquia fecha a tabela com 32%.
A região do mundo menos optimista é o Médio Oriente e o Norte de África (36%), enquanto os asiáticos do Sudeste são os mais confiantes, com 64%.














