Por Francisco Viana, director central de Recursos Humanos da Caixa Geral de Depósitos
Os Recursos Humanos (RH) vivem, hoje, um dos momentos mais desafiantes e, simultaneamente, mais estimulantes da sua História. Num contexto marcado pela aceleração tecnológica, pela transformação dos modelos de trabalho e por uma crescente valorização do propósito, o factor verdadeiramente diferenciador das organizações continua a ser o mesmo de sempre: as pessoas certas (como diz Paulo Macedo, o CEO da Caixa Geral de Depósitos).
As tendências actuais de RH confirmam-no. Upskilling e reskilling deixaram de ser conceitos aspiracionais para se tornarem imperativos estratégicos. Lideranças mais humanas, inclusivas e próximas substituem, de forma definitiva, modelos hierárquicos rígidos. A tecnologia, incluindo a Inteligência Artificial (IA), é hoje uma aliada essencial, mas apenas quando colocada ao serviço das pessoas e não como um fim em si mesma.
É neste enquadramento que a Caixa Geral de Depósitos celebra 150 anos de História, chegando a este marco no melhor momento da sua existência. Não por acaso. Ao longo de um século e meio, a Caixa foi-se reinventando, acompanhando os diferentes ciclos económicos e sociais do País, sempre assente na qualidade das suas pessoas. São elas, ontem como hoje, o principal activo da instituição (e não é um chavão).
As pessoas da Caixa têm demonstrado uma notável capacidade de adaptação aos novos tempos: à digitalização, à automação, à evolução dos serviços financeiros e às novas exigências dos clientes. Num país como Portugal, que forma profissionais de elevado valor, provenientes de escolas que competem com as melhores do mundo, a Caixa soube criar um contexto onde esse talento pode florescer, crescer e gerar impacto.
Um dos pilares dessa estratégia tem sido um Programa de Formação robusto e transversal, que abrange toda a organização: desde a administração às lideranças de topo e intermédias, passando pelos técnicos e assistentes. Os programas de upskilling e reskilling implementados têm sido verdadeiramente transformadores, não apenas pela actualização de competências técnicas e digitais, mas pela construção de uma cultura de aprendizagem contínua, responsabilidade e compromisso.
Num tempo em que muitas organizações procuram, com urgência, respostas para o futuro do trabalho, a experiência da Caixa demonstra algo essencial: investir de forma consistente nas pessoas não é um custo, é uma escolha estratégica de longo prazo. É essa visão que permite celebrar 150 anos com confiança (dia 10 de Abril) e preparar os próximos com ambição.
Porque, no final, tecnologia, processos e estratégia só ganham vida quando existem pessoas capazes, qualificadas e empenhadas em fazer acontecer.
Este artigo foi publicado na edição de Abril (nº. 184) da Human Resources.
Disponível nas bancas e online, na versão em papel e na versão digital.














