O salário médio anual bruto em tecnologia, em Portugal, ronda actualmente os 53.671 euros, registando uma ligeira subida face ao ano anterior.
Apesar deste crescimento ser mais modesto, a evolução ao longo da última década foi significativa: desde 2019, os salários aumentaram cerca de 74%, reflectindo a forte valorização do sector.
As diferenças salariais continuam, no entanto, a depender de factores como o tipo de empresa e o modelo de trabalho: funções totalmente remotas pagam, em média, mais do que as presenciais; empresas de produto oferecem salários superiores aos de consultoras.
Paralelamente, subsiste um desfasamento entre o que os profissionais esperam receber e o que as empresas oferecem, com diferenças médias na ordem dos 11%.
O Tech Talent Trends Report & Salary Benchmark 2026 revela ainda que a geografia do talento tecnológico mantém-se fortemente centralizada. Lisboa concentra a maior fatia de profissionais e de procura, seguida do Porto, enquanto outras regiões crescem a um ritmo mais lento.
O perfil do sector é também marcado por elevada experiência: quase metade dos profissionais tem mais de nove anos de carreira, reflectindo um mercado cada vez mais maduro.
Em termos de diversidade, os dados mostram progressos limitados. As mulheres representam cerca de 22% da força de trabalho, mantendo-se uma diferença salarial de cerca de 14% nos níveis seniores.
O estudo indica também que o tecido tecnológico português continua assente em funções de desenvolvimento, com destaque para perfis de backend e fullstack. A nível tecnológico, o ecossistema é claramente dominado pelo JavaScript, acompanhado por SQL e Python, enquanto plataformas cloud como AWS lideram a adopção. Esta combinação reflecte uma forte orientação para aplicações escaláveis, baseadas em dados e integradas em ambientes cloud.














