A Quarta Revolução Industrial

Titiana Barroso
3 de Março 2017 | 09:11

Imparável, inevitável e incontornável são alguns adjectivos que surgem quando falamos na Quarta Revolução Industrial. A Era Digital emerge ditando uma mudança de tudo o que temos conhecido até aos dias de hoje.

Por João Meneses, consultor da My Change

 

O mundo está a mudar e com ele, inevitavelmente, mudam velhos hábitos e maneiras de pensar, dando lugar a novas e diferentes formas de estar. O mesmo acontece no meio organizacional.

Decorrente das profundas transformações que invadem a nossa sociedade, também as empresas sentem a necessidade de se adequarem ao novo meio onde se encontram. Esta capacidade de adaptação será, por isso, um indicador que ditará o sucesso de qualquer organização e, consequentemente, de qualquer colaborador, materializando, no último caso, uma métrica pessoal a ter em consideração.

Continue a ler após a publicidade

A passagem por diferentes períodos económicos revela-nos que investir no que sempre funcionou não aumentará a produção. Na Era Agrícola, a terra era um recurso explorado pelo clero e pela nobreza e, que por ser tão escasso, era tão valioso. Após a primeira Revolução Industrial, houve uma mudança de paradigma: as terras perderam valor dando lugar ao capital monetário – também este um recurso escasso explorado, maioritariamente, por bancos e grandes organizações.

Como será, então, o futuro com a Quarta Revolução Industrial? Quem serão os players que controlarão os tempos vindouros? A resposta é simples: empreendedores e indivíduos capazes de resolver problemas complexos e criar sistemas e processos inovadores.

No entanto, e apesar de todo este conhecimento, infelizmente a nossa mentalidade pode ser um verdadeiro factor limitador do progresso e da mudança.

Continue a ler após a publicidade

Será que alguma vez parámos para pensar sobre como o mundo mudou nos últimos 10 anos ou como as mudanças foram tão diferentes face à década anterior?

Actualmente, e como resultado da globalização, o mundo encontra-se conectado e tudo o que foi possível tornou-se digital ou está em processo de transformação.

É por isso que algumas empresas, sistemas políticos e a educação são exemplos de sistemas tremendamente desactualizados. Estamos todos a falhar. Falhamos quando somos resistentes à mudança, quando demonstramos medo face ao desconhecido. Ao negarmos a volatilidade de tudo o que nos rodeia, estamos a adiar o inevitável: o nosso futuro.

E porque não começarmos esta preparação hoje?

Embora a liderança esteja consciente do actual período de transição, os grandes decisores estão a negar a importância que deve ser dada ao incorporar a adaptabilidade no dia-a-dia das organizações e na sociedade em geral.

Continue a ler após a publicidade

Não podemos sustentar modelos onde as pessoas estejam organizadas por divisões inflexíveis, cada um actuando pelo seu próprio interesse, protegendo as suas ideias ou resolvendo apenas os seus problemas.

A missão dos líderes deve passar por diminuir as barreiras ao empreendedorismo e remover alguns dogmas que atrasam o desenvolvimento das suas pessoas. A colaboração, a aprendizagem colectiva e a experimentação devem ser incentivadas a todos os níveis.

São os líderes que devem assumir esta mudança, em que a capacidade de adaptação é imprescindível. É importante lembrarmo-nos de que o que funcionou no passado, depois deste período de transição, não é o que vai funcionar no futuro.

Como sociedade, precisamos de ser capazes de ensinar e de aprender a ser adaptável e flexível. Esta deve ser uma das métricas mais importantes para as empresas e os seus colaboradores.

É assim a Quarta Revolução Industrial.

 

 

 

Partilhar


Mais Notícias