A semana de cinco dias de trabalho vai acabar em 2021? Em algumas empresas sim

No seu mais recente relatório de tendências para 2021, “Zoomsday Predictions“, Marian Salzman, vice-presidente sénior de Comunicação da Philip Morris International, explora 11 coisas que vão influenciar as nossas escolhas de vida e comportamentos à medida que progredimos para o que vai acabar por se tornar nosso próximo normal, adianta a NIT.

 

De acordo com a publicação, depois da pandemia, há coisas que vão mudar para melhor ou pior. No fundo, a resiliência e a adaptação vão estar na ordem do dia (mas também do ano). Ampliar as comunidades locais, misturar noções de tempo e espaço, voltar a pensar em “nós” em vez de em “mim”, dar prioridade às pequenas coisas do dia a dia ou fazer as pazes com a incerteza são algumas das tendências apontadas pela especialista neste relatório.

A NiT revela que durante o webinar promovido por Marian Salzman, para apresentar este relatório, a responsável falou por exemplo, da forma como as empresas vão mudar depois destes confinamentos obrigatórios pelo mundo. O tempo e o espaço tornaram-se difíceis de distinguir, com milhões de pessoas em casa em teletrabalho, a ajudar os filhos nas aulas online e ainda a fazer jantares via Zoom com os amigos que não vêem há meses.

Perante esta situação, a especialista explica que em 2021 será mais fácil para todos conjugar a vida pessoal e profissional. Afinal, as grandes empresas já estão mesmo a perceber que os seus trabalhadores são mais criativos e produtivos durante as horas em que não é suposto estarem a trabalhar e que as habituais oito horas de trabalho durante cinco dias por semana vão acabar. Há cada vez mais casos de sucesso de empresas que optam por semanas de trabalho de apenas quatro dias.

«Já estamos a ver uma discussão mais séria sobre esta abordagem, incluindo os seus benefícios para as pessoas e o planeta. A experiência da Microsoft no Japão, com uma semana de trabalho de quatro dias no início deste ano, resultou num aumento de 40 por cento na produtividade dos trabalhadores. Outras empresas como a Shake Shack já estão mesmo a considerar adoptar uma semana de trabalho mais curta, criando planos inteligentes para dar ao trabalhador melhores condições para fazerem o seu trabalho», explica Marian Salzman.

Em 2021 também será dado prioridade àquilo que achávamos que não estava a correr bem nas nossas vidas em 2020 — seja a nível pessoal ou profissional. Vamos querer focar-nos no que é essencial na vida e nas pessoas que mais gostamos. Será importante criar uma comunidade, estar próximo das pessoas e reavaliar diariamente as nossas escolhas.

«À medida que as restrições de distanciamento social continuam (autoimpostas ou não), de repente vemo-nos desesperados para ficar juntos — mesmo enquanto nos adaptamos rapidamente à vida separados. Muitos estão a perceber quem são os seus grupos sociais, aproximando-se de pessoas que não via há anos, enquanto se afastam de amigos e conhecidos que costumavam ver todos os dias», afirma.

Outra tendência apontada por Marian Salzman é a aceitação da incerteza. Depois de um ano recheado de perguntas sem resposta, é preciso perceber que a incerteza deve ser aceite como uma das possibilidades mais comuns da vida humana. Ainda assim, a especialista fala em medidas que podem ser usadas para minimizar estas mudanças como a poupança, investimento pensado e, claro, protecção dos bens.

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