Como é que um navio pode ser uma poderosa metáfora empresarial?

Manobrar um navio, e viver a bordo, requer um elevadíssimo espírito de equipa. Esta é uma das razões para o sucesso que os programas de Team Building a bordo do Santa Maria Manuela têm alcançado.

 

Ao longo da história, as equipas tiveram sucesso quando combinaram as energias e os talentos dos seus membros individuais com uma liderança clara. À medida que os locais de trabalho se tornam mais complexos com operações remotas globalizadas, a forma como as equipas trabalham em conjunto faz cada vez mais a diferença entre o sucesso e o fracasso.

Para assegurar que as equipas são eficazes no mundo moderno, é mais importante do que nunca que elas invistam no seu futuro, através de iniciativas de aprendizagem e desenvolvimento. Cada vez mais, as equipas de alta performance consistem em peritos que trabalham em grupos de projecto ágeis e dinâmicos, onde as soft skills de comunicação, colaboração, bom senso, empatia, resistência e liderança, podem determinar o sucesso ou o fracasso.

É neste contexto que a aprendizagem a bordo do Santa Maria Manuela, navio adquirido pelo Grupo Jerónimo Martins em 2016, pode fazer a diferença. Os seus programas de team building dirigem-se a todos os líderes e membros de equipas, oferecendo uma experiência colaborativa memorável, com uma melhoria mensurável na dinâmica das equipas, melhorando também a eficácia individual.

O histórico Santa Maria Manuela é uma poderosa metáfora empresarial que inspira a colaboração, num ambiente dinâmico onde as mudanças atmosféricas e as condições do mar reflectem a imprevisibilidade das forças de mercado e a dinâmica do mundo de negócios. Este intenso ambiente de aprendizagem coloca as equipas sob pressão, oferecendo perspectivas claras para os planos de talento e desenvolvimento de uma organização.

Tendo nos seus activos o SMM, o Grupo Jerónimo Martins também aproveita esta valência internamente. Paulo Jesus, head of Learning and Innovation, partilha que foi criado «um programa mais experiencial, inserido e enquadrado na Escola de Liderança e Formação Executiva do Grupo, o programa Discovery. Desenvolvido em conjunto com a Cegoc, visa capitalizar todos os outros programas desenvolvidos em sala. Um navio é um potentíssimo catalisador de metáforas, que funciona muito bem, pois, não sendo uma sala de aula flutuante, é em si mesmo, uma ferramenta muito poderosa de desenvolvimento, fazendo com que as aprendizagens sejam muito mais experienciais e efectivas».

O responsável faz o enquadramento: «Todos os programas de liderança da Jerónimo Martins tentam, de alguma forma, criar uma linguagem comum. Assim, à oferta estrutural, apelidada de “Be a Leader”, são acrescentados outros cursos, de menor duração – os “Essencials” –, criados para colmatar necessidades idiossincráticas de cada colaborador, sendo utilizados, por exemplo quando um manager precisa de melhorar uma competência específica de comunicação.»

Paulo Jesus não tem dúvidas de que todas as competências desenvolvidas pelos outros programas, em ambiente de uma sala de aula, são ali postas em prática, sendo que os colaboradores saem da experiência do Santa Maria Manuela com um mindset mais colaborativo. «No navio, conseguimos realizar exercícios costumizados de acordo com os objectivos propostos.» Exemplo disso mesmo é a formação realizada em Setembro passado, através da qual se pretendia fomentar o espírito de equipa, ou uma outra formação que trabalhou a capacidade de decisão em situações de maior pressão. «Verificámos que, em teoria, todos sabemos como trabalhar melhor, mas foi no navio, e com a prática, que todos perceberam a efectiva importância do trabalho conjunto e em equipa, fomentando-se e trabalhando-se competências como a criação de um mindset colaborativo, a resolução de problemas imprevistos, a resiliência, e a capacidade de decisão em situações de pressão.»

 

Do mar para o escritório
Outro caso prático e paradigmático de como o conceito de desenvolvimento de equipas se aplica na perfeição ao da vivência no Santa Maria Manuela: «O navio tem três mastros, dividindo-se os participantes em três equipas, uma por mastro. No início, as equipas tendem a competir umas com as outras, mas um navio só anda se tudo for feito em sintonia, pelo que as equipas acabam por perceber que têm que trabalhar, também entre elas, em equipa.»

Questionado sobre se estas aprendizagens são depois usadas e úteis em contexto de trabalho, Paulo Jesus é peremptório na resposta: «Sim.» Durante os programas de desenvolvimento de equipas no Santa Maria Manuela, é proporcionada uma experiência de aprendizagem envolvente, que melhora a ligação das equipas e desenvolve dinâmicas e sistemas de equipa eficazes, que têm um efeito positivo no desempenho organizacional no escritório.

E concretiza: «Umas das viagens que realizámos foi para testar o início de um novo projecto da empresa que ia envolver diferentes áreas da organização e distintas geografias. Todas as situações treinadas no navio do ponto de vista das soft skills foram depois transpostas para o contexto real de trabalho aquando da implementação do referido projecto. Verificámos que os laços entre os colaboradores saíram fortalecidos, mas, acima de tudo, a experiência trouxe aprendizagens práticas muito importantes de comunicação entre equipas.»

As sinergias entre o desempenho no local de trabalho e a bordo do Santa Maria Manuela são, assim, claras. A bordo, os participantes são desafiados a saírem da sua “zona de conforto” à medida que se envolvem na navegação activa do navio, em coordenação com os companheiros de viagem, sob a cuidadosa atenção da equipa profissional.

«Ao inspirarem comportamentos de equipa positivos, os nossos programas encorajam os participantes a reflectirem sobre o seu próprio ambiente de negócio, sobre a forma como interagem com os colegas de equipa e sobre a forma como a sua liderança e estilo de comunicação tem efeito nos resultados empresariais», completa Paulo Jesus.

 

Uma parceria fundamental
Para efectivar todos estes pressupostos, os programas desenvolvidos a bordo do SMM contam com a parceria da Cegoc, empresa especializada em formação e desenvolvimento, cuja actividade se tem pautado pela inovação no conselho e apoio a empresas na sua necessidade de se transformarem e crescerem, tendo por base o desenvolvimento das suas pessoas. Como parceiro preferencial de aprendizagem e desenvolvimento de equipas no Santa Maria Manuela, o objectivo da Cegoc é ajudá-las a ultrapassar os seus limites e atingir níveis mais altos de competência, ousadia e competitividade. Ricardo Martins, CEO da empresa de formação, explica que, «desenhar programas de Team Bonding, Team Building e Team Development, para serem entregues a bordo de um navio como este, exige uma equipa de formadores com conhecimentos de navegação à vela e experiência de mar. Outra condição fundamental – continua –, é uma colaboração estreita com a tripulação do navio, para tirar o máximo partido da metáfora pedagógica que uma plataforma como esta permite. Por último, um respeito dos formandos pelas recomendações de segurança, permite-nos explorar as diferentes tarefas e fainas a bordo, para recriar uma experiência diferente do dia-a-dia profissional dos participantes.»

Sem dúvida que «a experiência no Santa Maria Manuela promove o espírito de equipa, a criatividade, capacidade de resolução de problemas, motivação e coesão de equipas. Mas não apenas isso», ressalva Ricardo Martins. «Os participantes exploram exercícios e ferramentas práticas que mobilizam as pessoas e as equipas para a entreajuda, de modo a dar o melhor de si e a superar os desafios mais significativos e importantes do seu dia-a-dia profissional, trabalhando-se a bordo competências de comunicação, de colaboração, raciocínio rápido, empatia, resiliência e liderança.»

Depois, e porque «cada realidade é distinta e a assimilação das aprendizagens recolhidas a bordo do navio e respectiva integração na cultura organizacional exige outras formas de colaboração entre a Cegoc e os participantes», é preciso organizar desde «sessões de devolução por equipas a momentos de follow up estruturado, até a instalação de processos e metodologias de Team Coaching mais distribuídos no tempo», para assegurar a transferência das aprendizagens para o contexto real de trabalho.

 

Este artigo faz parte do Caderno Especial “Team Building e Eventos Internos”, publicado na edição de Agosto (nº 116) da Human Resources, nas bancas.

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