Pesquisas sugerem que mais empresas estão a nomear Chief AI Officers. A ZDNet partilha as funções e responsabilidades deste cargo.
Com o foco crescente na inteligência artificial (IA) nas empresas, parte dessa responsabilidade será provavelmente encabeçada pelo Chief AI Officer (CAIO), profissionais necessários para promover a utilização responsável e produtiva da tecnologia.
Segundo uma sondagem da Iron Mountain cerca de um terço (32%) das organizações já têm actualmente um CAIO, número que deverá crescer para 94% nos próximos anos.
A investigação reconhece que a ampla disponibilidade de ferramentas de IA generativa criou uma forma de IA paralela: «Os utilizadores finais utilizam a IA sem a formação, a orientação, a disciplina e o controlo que os cientistas de dados e outros especialistas há muito trazem para a equação valor versus risco da IA», revelam as coautoras Debra Slapak e Jill Shoup, da Iron Mountain.
A função de CAIO é essencialmente «operacional, não uma função principal», disse Andy Thurai, analista principal da Constellation Research, à ZDNet. «O departamento onde a função é alocada depende da organização. Pode ser em praticamente qualquer lugar, até mesmo reportando ao CEO.»
É provável que funções adjacentes, como director de informação, director digital, director de dados e director de análise, sejam também responsáveis pelo acompanhamento da implementação da IA desde o início ao fim.
No entanto, a função de CAIO teria um alcance mais amplo, argumentou Thurai. «Estão espalhados horizontalmente pela organização. Tratam de governança, segurança, conformidade, questões jurídicas, gestão de riscos, negócio e unidades de linha de negócio que geralmente nunca estão expostas ao outro lado da tecnologia.»
Embora liderar a IA exija, por inerência, um profundo conhecimento das tecnologias emergentes, os potenciais CAIO devem ter uma base ainda mais sólida na empresa. «Não precisam de ser cientistas de dados, o que provavelmente contrariaria os objectivos do título. Esta função não é técnica e não deveria ser», disse Thurai.
Idealmente, o CAIO ou líder de IA assumirá as seguintes responsabilidades:
Gerir as expectativas para a IA
Com produtos de IA generativa democratizados, como o ChatGPT, as pessoas assumem que «a IA é tão fácil que qualquer pessoa pode implementar qualquer solução numa questão de dias, sem se aperceber das responsabilidades e consequências [para] a sua organização», observou Thurai num relatório co-assinado com R. Ray Wang, da Constellation Research. «Um CAIO irá equilibrar as oportunidades com os riscos.»
Garantir que as necessidades de recursos são orquestradas
O CAIO ou líder de IA precisa de trabalhar em toda a organização, «para que o talento, a formação e as capacidades de implementação estejam disponíveis para acelerar a adopção da IA generativa», afirmam Slapak e Shoup.
Medir o impacto junto das equipas de finanças e operações
«Os CAIO devem apresentar resultados quantificáveis. Espera-se que os líderes acompanhem os cálculos de ROI, a avaliação de gráficos de negócio e a troca de valor em colectivos de dados», realçaram Thurai e Wang.
Garantir que as práticas éticas e legais são cumpridas
Um CAIO ajudará a garantir que «os modelos de IA generativa utilizados pela suas organizações são fiáveis, justos e transparentes», explicaram Slapak e Shoup. Este foco inclui também a supervisão das implicações legais decorrentes de «incertezas em relação aos direitos de autor e à propriedade do conteúdo criado pela IA generativa».
Orquestrar o design, a criação, os testes e a implementação de IA com os líderes de TI
«Desde a estratégia de IA e o design do modelo à selecção de fornecedores de tecnologia e serviços, os CAIO trabalharão em estreita colaboração com os seus homólogos tecnológicos para determinar a estratégia a curto, médio e longo prazo», disseram Thurai e Wang.














