O que leva os profissionais a emigrar?

De acordo com o Randstad Workmonitor 2019, relativo ao terceiro trimestre, quase dois terços dos colaboradores considerariam emigrar para melhorar a sua carreira e o equilíbrio entre a vida profissional e pessoal.

 

O estudo revela que 64% consideraria emigrar, se pudesse melhorar a sua carreira e o equilíbrio entre a vida profissional e pessoal. E 79% assume que gosta de trabalhar com pessoas de outras culturas. Nesta eventualidade, os Estados Unidos da América (EUA) surgem como o país estrangeiro preferido para trabalhar, seguidos da Alemanha e da Austrália.

O mais recente Randstad Workmonitor, destaca ainda que o desenvolvimento de carreira é um factor importante na vida das pessoas, pois 64% dos entrevistados globais consideraria emigrar para melhorar a sua carreira, a par com o equilíbrio entre a vida profissional e pessoal. Não obstante, 54% afirma que prefere mudar de carreira do que emigrar. O salário também não fica de fora da equação: 59% dos inquiridos estão dispostos a emigrar por um salário substancialmente mais alto.

 

Grandes diferenças regionais
Quando se faz uma análise por regiões, percebe-se que são as pessoas da Índia que estão mais dispostas a emigrar – para qualquer um dos fins, é o que afirma mais de 90% –, enquanto que os holandeses surgem como os menos inclinados a deixar o seu país natal (em média 37%). Um salário substancialmente mais alto (91%) é o principal motivo para emigrar para os entrevistados da Índia, enquanto esse factor não parece ser uma motivação relevante para os japoneses (35%). Além disso, a procura de uma carreira significativa pode fazer com que pessoas da Índia emigrem (92%), factor muito menos importante para os austríacos (30%).

 

Onde querem as pessoas trabalhar?
Através da pergunta “Se tivesse que trabalhar no estrangeiro, preferiria trabalhar em…”, o Índice de Mobilidade apurou os três principais países preferidos para trabalhar: (1) Estados Unidos da América, (2) Alemanha e (3) Austrália. A partir dos resultados, pode concluir-se que a maioria dos inquiridos prefere ficar perto da sua região de origem ou morar num país onde as pessoas falam a sua língua nativa. Os entrevistados do Japão, no entanto, parecem preferir os países de língua inglesa: (1) EUA, (2) Reino Unido e (3) a Austrália.

 

Os mais e os menos adeptos da mobilidade
No que respeita à mobilidade, percebe-se que para as pessoas da Holanda (48%) ou da Dinamarca (50%) não é necessário trabalhar a uma distância a pé ou de bicicleta das suas casas, mas as pessoas da Turquia (84%) e da Região Administrativa Especial de Hong Kong (82%) consideram esse factor prioritário. No entanto, um trabalho interessante é considerado valioso, sendo que, nesta eventualidade, 69% dos entrevistados estão dispostos a viajar. É na China que a vontade de viajar é mais alta (92%) e na Dinamarca surge a apetência mais baixa (49%). Mas 58% dos inquiridos não escondem que desejam viajar a trabalho, internacionalmente. Os indianos são os que mais o desejam fazer (91%), enquanto os holandeses não parecem sentir essa necessidade (31%).

 

 A diversidade é valorizada
O Randstad Workmonitor revela ainda que, analisando internamente, 72% dos profissionais considera bom que o seu empregador contrate trabalhadores estrangeiros, se a força de trabalho “doméstica” não puder fornecer as competências e/ou conhecimentos necessários. E até 64% considera bom que o seu empregador atraia pessoas do exterior para cobrir a falta de colaboradores.

Isso tem um resultado positivo, pois 79% dos participantes globais gosta de trabalhar com pessoas de outras culturas. Isto é visto de forma mais positiva na Índia e no México (95% e 94%, respectivamente) e menos no Japão e na República Checa (44% e 47%, respectivamente).

 

Em termos de observações trimestrais, destacam-se ainda:
– O número de colaboradores, em todo o mundo, que espera trabalhar para um empregador diferente nos próximos seis meses subiu ligeiramente no segundo trimestre e agora voltou a aumentar, empurrando o Índice de Mobilidade para 114. A mobilidade aumentou mais na Itália e nos EUA (+7), na Grécia e na China (+6), na Austrália (+5) e em Espanha, na Áustria, França e Brasil (todos com +4). Desceu na Suíça e na Argentina (-4) e na Alemanha (-2). Não há qualquer alteração na mobilidade no Canadá e na Suécia.

– A mudança efectiva de emprego aumentou na Austrália, China, República Checa, Turquia e Reino Unido, em comparação com o último trimestre. Nenhum país viu uma diminuição na mudança efectiva de emprego. Na Índia, este indicador encontra-se nos 61% e no Luxemburgo nos 10%.

– A vontade de mudar de emprego aumentou no Canadá, Luxemburgo e Holanda, em comparação com o último trimestre. Na Argentina, Bélgica e Espanha a vontade de mudar de emprego diminuiu. A percentagem mais alta pertence novamente à Índia (54%) e a mais baixa à Turquia (16%).

– Em comparação com o trimestre anterior, a satisfação profissional aumentou na Itália, Malásia, Nova Zelândia, Roménia e Reino Unido, mas diminuiu no Canadá, Luxemburgo e Holanda. Na Índia e no Japão – onde se regista a satisfação profissional mais alta e mais baixa, respectivamente –, aumentou 1%, para 86% e 42%.

 

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