A sustentabilidade, o negócio e as pessoas

Por Luís Roberto, Managing Partner da Comunicatorium, Vice-Presidente da APECOM e Professor convidado do ISCSP-ULisboa

Integrar a sustentabilidade na estratégia do negócio, é importante para proteger o negócio  da estagnação.
Para que isso aconteça, é necessário que as empresas olhem para além de seus próprios desafios, e considerem as mudanças que se acentuam, e a forma como o mundo atualmente funciona.
O propósito da empresa e a geração de valor para a sociedade,  fazem nos dias de hoje a distinção entre a empresas responsáveis  de todas as outras.
O público financeiro, está cada vez mais atento a isso, e não é por acaso que os critérios ESG (Environment, Social and Governance) e a Taxonomia, vêm obrigar as empresas a serem mais transparentes na forma como abordam a sustentabilidade, tornando-se em indicadores vitais  para a solidez da sua reputação e para o sucesso do negócio a médio e longo prazo.
Os negócios têm um propósito além do lucro, e devem desempenhar um papel essencial na melhoria da sociedade, incluindo o avanço das oportunidades económicas e a promoção de práticas comerciais justas.
Assim, é essencial que investidores e líderes, estejam dispostos a orientar  as suas  ações para um novo modelo, capaz de aliar o progresso económico à preservação do meio ambiente e às condições sociais.
Um passo importante para atingirmos esse objetivo é promover parcerias, e com elas,  desenvolver novas formas de inovação capazes de suportar práticas de sustentabilidade, com  ganhos de eficiência e produtividade.
A sustentabilidade deve também ser vista pelas empresas como uma oportunidade de crescimento.
A segurança das pessoas, a diversidade, os direitos humanos, a independência dos órgãos sociais, o combate à corrupção, a ética,  as finanças e os investimentos sustentáveis, são factores que ao serem introduzidos na gestão das empresas, contribuem para a diminuição dos riscos financeiros, e para a preservação dos mercados.
Uma empresa que alcança este patamar adquire uma competitividade ímpar no mercado onde opera, ganhando o respeito, a credibilidade e a confiança dos seus consumidores e os demais stakeholders.
É um facto que as empresas caminham a velocidades distintas, e nem todas ocupam a mesma posição nos degraus da sustentabilidade.
Existe no entanto um consenso alargado sobre a importância do mundo empresarial, e a colaboração entre os diferentes sectores da industria, na identificação de respostas colectivas, para os desafios globais da sustentabilidade, passando indubitavelmente pela cultura de sustentabilidade.
Uma cultura de sustentabilidade é alcançada, quando todos os colaboradores internalizam os princípios base da sustentabilidade.
É inviável colocar em prática uma gestão sustentável, se as pessoas não abraçarem este desafio. Para que tal possa acontecer, as empresas devem investir na sua capacitação e na criação de um ambiente de trabalho que estimule as práticas de sustentabilidade.
A qualificação e o desenvolvimento de competências das pessoas, deve ser visto como um factor multiplicador e mobilizador da nova estratégia de sustentabilidade, onde o envolvimento e a participação das equipas é igualmente fundamental.
O nível de compromisso com as pessoas quer seja pela via da adoção de práticas de sustentabilidade ou de novos modelos de gestão, é determinante para a sustentabilidade das empresas.
Pensar sobre o caminho para a sustentabilidade, e compreender o impacto sobre  o negócio e as pessoas, começa a ser um desafio permanente das empresas.
A contribuição empresarial é fundamental para o futuro sustentável, e a sustentabilidade não é mais uma questão de gestão individual da empresa, mas sim de todo o ecossistema.



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