O retrato da Geração Z no mundo laboral: de como procuram emprego ao que mais valorizam e ambicionam

Um estudo elaborado pela Michael Page sobre a Geração Z (nascida entre 1995 e 2010) em Portugal, revelou que o enriquecimento profissional é um dos factores mais valorizados por estes jovens, cada vez mais sedentos por novos desafios profissionais, e que procuram marcar uma posição e ter um impacto positivo na sociedade. Conheça as restantes conclusões.

 

No que diz respeito à situação profissional dos inquiridos, a maioria encontra-se actualmente numa situação de contrato permanente (21,8%) ou de contrato por tempo limitado (21,3%), sendo que também existe uma quantidade significativa de inquiridos na situação de estudante (19%), seguida de desempregado (16,7%). Uma percentagem de 11,2% dos inquiridos encontra-se ainda numa situação de estágio.

O estudo indica também que numa situação de procura de emprego, a grande maioria dos inquiridos deposita a sua total confiança nos websites das empresas (59,2%), sendo que os portais de emprego, como é exemplo o LinkedIn, ou os contactos e referências, também são apontados como fontes seguras, registando respectivamente 49,6% e 48,5% de respostas positivas.

Já em relação ao “tempo ideal” para trabalhar na mesma empresa, a maioria dos inquiridos respondeu de três a quatro anos (42,7%), sendo que os motivos mais apontados para justificar o lapso temporal escolhido são por se tratar do “tempo ideal” para «enriquecer o seu CV em diferentes empresas e funções» (63,5%) e «enriquecer as suas competências» (62,5%), para posteriormente, «ter mais estabilidade» (80,5%).

O estudo revela ainda que nem sempre os empregos correspondem às expectativas destes jovens. Tal é verificado pela resposta da maioria dos inquiridos que afirmam que os factores mais relevantes para mudar de emprego são a estagnação do seu percurso profissional (57%) e pelo facto de não se identificarem com os valores da empresa (46,9%). Ainda assim, a maioria dos inquiridos afirma que o tempo máximo que permaneceria numa função que não é do seu agrado é entre 6 meses e 1 ano (51,3%).

A cultura de uma empresa parece ser um factor cada vez mais ponderado pelos inquiridos da Geração Z, sendo que 58,7% afirmam que os principais objectivos de uma empresa devem ser «contribuir de forma positiva para a sociedade/marcar a diferença (educação, reduzir desigualdades…) e 53% apontam a «capacidade de inovar e criar novos serviços e ideias».

 

O perfil da Geração Z
O estudo elaborado pela Michael Page indica que a maioria dos inquiridos é do sexo feminino (74,4%) e tem a licenciatura como grau de formação (42,5%), sendo que a segunda habilitação académica com mais respostas foi mestrado (30,2%). Ainda assim, a experiência profissional desta Geração Z é reduzida, com a maioria dos inquiridos a responder 1-2 anos (37,9%) ou inferior a um ano (33,3%).

Relativamente ao salário, 54,2% dos inquiridos respondeu que o intervalo do seu salário bruto anual se encontra abaixo dos 14.000€ e a segunda resposta mais comum remete para um intervalo salarial de 14.000€ a 20.000€, com 26,5% da amostra a seleccionar esta opção.

A grande maioria dos inquiridos ambiciona ter entre 2-5 projectos relacionados com a sua área principal de especialização na carreira (55,4%), seguidos pelos que ambicionam ter mais de 10 projectos (17,5%).

A independência e desprendimento destes jovens também está patente na escolha dos inquiridos para a resposta que mais se aproxima do seu objectivo de vida. Cerca de 31,8% dos inquiridos afirma que aspira a ter um impacto positivo na sociedade/fazer a diferença”, enquanto 25,2% deseja ver o mundo e viajar. Curiosamente, esta é uma geração que valoriza o “dress code”, considerado necessário por 55,7%, e cerca de metade acredita que a forma como se veste tem impacto na carreira.

Os temas que mais preocupam esta geração dividem-se entre a “desigualdade salarial/distribuição de riquezas”, apontado por mais de metade dos inquiridos (56,8%), as “alterações climáticas” (56,5%) e a “corrupção em empresas ou no governo”, referida por 53,7%.

Para a Geração Z, de acordo com as respostas obtidas, o meio de comunicação preferencial é o E-mail (86,1%), seguido pelo contacto pessoal (62,6%) e o telefone (61,9%).

A grande maioria dos inquiridos garante que as redes sociais têm um impacto positivo na sua vida social (63,7%), e não têm qualquer impacto positivo ou negativo na sua saúde mental (50%) ou saúde física (51%).

O estudo reuniu opiniões de 333 inquiridos, jovens entre os 20 e os 25 anos, de situações profissionais diversificadas, abordando temas como a procura de emprego, perspectivas laborais e progressão da carreira, entre outros.

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