PLMJ: Eventos com impacto

Na PLMJ, os eventos internos são uma forma de aproximar os colaboradores e alimentar a cultura da empresa.

O Direito pode não ser a área mais óbvia no que diz respeito à realização de eventos internos, mas a verdade é que os colaboradores e advogados da PLMJ contam, regularmente, com uma série de iniciativas que vão dos temas mais sérios, como a formação, a eventos de pura celebração ou com objectivos de convívio e team building. Alexandra de Almeida Ferreira, directora de Marca e Comunicação da PLMJ, explicou à Human Resources Portugal de que forma os eventos internos contribuem para a promoção de um ambiente saudável na empresa, ao mesmo tempo que potenciam a colaboração, com impacto positivo no negócio.

 

Qual a importância dos eventos internos para a área de gestão de pessoas da PLMJ?
Em organizações como uma sociedade de advogados de grande dimensão, uma cultura interna forte é particularmente desafiante e tem de ser cultivada e activada de forma contínua. Os eventos são um instrumento crítico nesse objectivo. Basta pensar na organização das nossas equipas: tendo nós uma abordagem multidisciplinar aos assuntos que nos trazem os nossos clientes, o que implica juntar advogados de várias áreas de prática, num escritório de advogados existem sempre líderes por área de prática e diferentes dinâmicas que decorrem do tipo de trabalho de cada área, o que resulta em várias culturas diferentes dentro de uma mesma organização. Se isso é de uma riqueza enorme, essa diversidade de personalidades, e até de subculturas, traz também desafios ainda mais complexos quando se trata de construir uma cultura transversal onde haja espaço e até se celebrem todas estas diferenças.

Os eventos são uma das expressões tangíveis de uma cultura e valores comuns, partilhados pelo conjunto de colaboradores e advogados da PLMJ. O tipo de eventos que organizamos também é o reflexo do que queremos que sejam características do relacionamento interpessoal na PLMJ: confiança, humor, informalidade, abertura ao que não nos é tão natural, curiosidade pelo mundo para lá do que são as nossas preferências individuais.

 

Que eventos internos a PLMJ desenvolveu e ainda irá desenvolver este ano?
A PLMJ investe muito tempo e recursos em iniciativas internas que juntam as pessoas e fomentam um ambiente colaborativo e de relações fortes. Desde muita formação, a iniciativas viradas para a criação de uma cultura de diálogo permanente e feedback constante, a eventos de lazer puro, porque achamos que nada supera simplesmente gostarmos de nos divertir juntos.

Em 2022 destacaria uma iniciativa que foi muito bem recebida e participada pelos escritórios da PLMJ, a que chamámos Conversas Soltas. Foi uma ideia do managing partner, Bruno Ferreira. Durante três meses, quinzenalmente, juntámo-nos na nossa Sala do Conhecimento, com transmissão no Teams. Cada sessão tinha um tema e o Bruno limitava-se a pedir às pessoas que partilhassem a sua experiência. O mote foi sempre “Como é trabalhar na PLMJ e…” e cada encontro tratava um desafio diferente. Incluiu “Como é trabalhar na PLMJ e ser mãe”, ou “Como trabalhar na PLMJ e ser solteiro” ou “Como é trabalhar na PLMJ e ser pai” ou “Como é trabalhar na PLMJ e ser homossexual”. Teve uma adesão extraordinária e a partilha de visões acabou por resultar numa revisão de aspectos da nossa política de Recursos Humanos, para advogados e equipa de gestão.

Numa lógica mais de lazer e engagement, juntamo-nos todas as sextas-feiras ao final da tarde nos três escritórios que temos no país (Lisboa, Porto e Faro), além de eventos mais robustos que organizamos ao longo do ano e que incluem, por exemplo, concertos no nosso auditório no FPM 41, por onde já passaram artistas incríveis como a pianista Maria João Pires, Legendary Tigerman e Cais do Sodré Funk Connection. Também convidámos o humorista brasileiro Gregório Duvivier e a Bumba na Fofinha para criar um momento de humor numa festa onde o objectivo foi precisamente de contrariar a ideia de que, como advogados, nos levamos demasiado a sério e como a abertura e o humor são atitudes na vida que fomentam ambientes colaborativos e de elevada confiança. Tentamos que todos os eventos reflitam a personalidade da PLMJ: livre, eclética e audaz.

Também decidimos que devíamos abrir o nosso escritório à comunidade. Estamos numa das principais avenidas de Lisboa, num edifício que é icónico do ponto de vista da sua arquitectura e disrupção no bairro e com um auditório que está seguramente entre os mais bonitos da cidade. Achámos que fazia todo o sentido reforçar a ligação do edifício à comunidade e não limitar a sua utilização às pessoas da PLMJ ou a eventos tendencialmente jurídicos, reservados a clientes ou públicos mais restritos. Assim, começámos a avançar com eventos que misturam a PLMJ, que inclui os nossos advogados, colaboradores, clientes e parceiros do escritório, com a comunidade onde a empresa está fisicamente inserida. Por exemplo, fizemos parte do circuito do Festival Italiano de Cinema, avançámos com um ciclo de cinema em parceria com o Filmin, escolhendo um cartaz de grandes filmes que reflectem os nossos valores e até uma conversa sobre Velvet Underground proporcionámos, a propósito de uma exposição que estava a decorrer em Lisboa e cujo coleccionador era um alumnus do escritório. Também fizemos uma emissão de rádio da Super Bock Super Rock a partir do nosso auditório, onde juntámos de novo os locutores da antiga XFM. Só porque é um escritório que tem muitos melómanos e a XFM foi tão importante para dar a conhecer em Portugal o que de melhor se fazia lá fora em termos musicais nos anos 90.

 

Estes eventos têm impacto no dia-a-dia da empresa e na forma como as pessoas se relacionam?
Sem dúvida. Expormo-nos ao outro promovendo diálogo franco e aberto, seja por iniciativas muito apoiadas e promovidas pela liderança do escritório, seja por via do humor, informalidade e descontração, liberdade de opinião e aceitando e promovendo as nossas diferenças e diversidade de características, fazê-lo através do tipo de eventos que organizamos, misturando música, cinema, personalidades que nos fazem olhar para o mundo de diferentes perspectivas, diz muito sobre a forma eclética e curiosa como queremos que as nossas pessoas olhem o mundo e se posicionem nele: sem rigidez, com audácia, permanente curiosidade e liberdade.

 

Considera que eventos internos têm impacto no negócio da empresa?
As empresas portuguesas, e o sector jurídico não é excepção, enfrentam alguns desafios críticos. Dois deles são a captação e a retenção de talento. O papel das culturas corporativas internas nestes dois desafios é crítico. Em termos de sector jurídico, os três grandes escritórios estão muito alinhados em dimensões como a remuneração e progressão de carreira, a sofisticação do trabalho jurídico que presta e dos clientes que assessora, a exposição ao mercado internacional. Tudo temas que são, naturalmente, os factores de atracção do melhor talento. A diferenciação consegue-se, se estivermos a falar do sector jurídico português e, dentro do sector, dos três grandes escritórios, através precisamente de dimensões como a cultura corporativa, onde cada sociedade pode e faz diferente e afirma-se por determinadas características e menos por outras. Também neste âmbito, os eventos reflectem isso mesmo e, ao mobilizarem cada pessoa da PLMJ, torna-as embaixadoras dessa cultura que promovemos, muito nos orgulha e claramente distingue positivamente o nosso escritório dos demais.

Por outro lado, os eventos que organizamos dirigidos a clientes ou abertos à comunidade são também o reflexo da nossa cultura, seja promovendo a dimensão da inovação jurídica, seja funcionando como um fórum onde são abordados e promovidos os trending topics que mais impactam o negócio dos nossos clientes e parceiros e que podem ser temas específicos de Direito, claro, mas também os que abordam desafios mais transversais das organizações.

 

Como são medidos os resultados de eventos internos?
Pensamos que uma métrica óbvia é a da adesão aos eventos que promovemos internamente, e essa é massiva e renovada a cada iniciativa. É algo que nos diz que estamos no caminho certo. Por outro lado, apesar de estarmos entre os maiores escritórios do País, temos um número de colaboradores que nos permite ouvir as pessoas sem termos de criar constantemente mecanismos formais e necessariamente mais asséticos de feedback dos eventos. Tentamos reservar esses mecanismos para avaliar de forma mais extensiva e estruturada outras dimensões que nos interessam acompanhar muito de perto, nomeadamente o well-being, a saúde mental e expectativas das nossas pessoas em relação à organização.

 

Este artigo faz parte do Caderno especial “Eventos Internos” publicado na edição de Novembro (n.º 143) da Human Resources.

Caso prefira comprar online, tem disponível a versão em papel e a versão digital.

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