Vencer em tempos de pandemia

Human Resources
21 de Abril 2021 | 11:20
Vencer em tempos de pandemia

Por Luís Roberto, Managing Partner da Comunicatorium

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“Hoje, quando acordei de manhã, senti que ia fazer história”.

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Estas foram as palavras de Telma Monteiro, quando há cinco dias conquistou a Medalha de Ouro no Campeonato Europeu de Judo, realizado em Lisboa.

Todas a conhecem e reconhecem. Ela é a judoca portuguesa e europeia mais medalhada, com 15 subidas ao pódium desde 2004, ano em que se iniciou na modalidade.

Telma recordou a preparação difícil para este Europeu, após várias lesões  que a condicionaram fisicamente, a par das limitações impostas pelos sucessivos estados de emergência, que ao longo do ultimo ano, condicionaram duma forma geral, os treinos dos atletas de alta competição.

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Apesar de todas as condicionantes, Telma tinha motivos para acreditar que seria o seu dia. O campeonato que se realizava em Lisboa, e o sonho adiado da conquista do pódium, um sonho que  ficara por realizar  desde os Europeus de 2008, por lesão.

“Quando meto uma coisa na cabeça, só paro até a fazer”,  é revelador da vontade de acreditar, na vontade de vencer.

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E nós ! Acreditamos nas nossas capacidades, para o fazer acontecer nas atuais circunstâncias ? Sabemos o que queremos, para onde queremos ir,  para onde nos deixam ir, ou para onde queremos que todos vão ?

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Olhando para os mais diretos adversários, a atleta tinha a certeza que eram melhores fisicamente, mas psicologicamente  seria dificil vencê-la. Telma estava moralmente preparada para a conquista. Chegou mesmo a apontar depois da prova, a sua força mental como “ o grande trunfo” que a levou à nova conquista.

E nós ! Estamos mentalmente preparados para os novos desafios ? Estamos preparados para os novos modelos de trabalho, presencial ou teletrabalho ? As novas estruturas organizativas, ou os planos salariais em discussão ?

Sobre a conquista da medalha, Telma deu também importância aos momentos menos conseguidos:  “Sentia-me grata, antes de ganhar. E quando nos sentimos gratos pelas pequenas coisas, conseguimos coisas ainda melhores”.

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E nós !  Damos atenção às coisas pequenas ou mesmo prejudiciais, com o objetivo de  aprender a olhar para além do problema ? o que aprendemos com a pandemia ? que soluções podem ser encontradas ? o que é importante reflectir ?

Telma, tem referido por várias vezes que a maior lição da sua carreira desportiva, e que caracteriza a modalidade que pratica, é aprender a cair para levantar-se. Acrescentaria que  importa também a rapidez com que nos levantamos.

E nós ! Estamos preparados para nos levantar com a rapidez que o mercado nos impõe,  e a tempo de responder às novas necessidades e realidade das empresas? A recuperação vai ser longa, por isso é importante já estarmos de pé, e preparados para os novos combates.

Em 2016, quando a judoca conquistou a medalha de bronze nos Jogos Olimpicos do Rio, já pensava em Tóquio 2020 e na conquista de mais medalhas.

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Por força da Covid-19, os jogos foram adiados para 2021, e nesta altura a organização considera a possibiliade de novo adiamento.

No entanto, continuar no topo do mundo e ser uma das melhores, é o seu grande desafio.

Um desafio que “torna-se uma motivação para mim”, referiu Telma Monteiro.

E nós ! O que nos motiva em tempos de adversidade e incertezas ? qual a motivação das nossas equipas ? Sabemos quais as suas expetativas, as suas ambições e difculdades ? Já tivemos tempo para os escutar ?

Por várias vezes, Telma teve de fazer paragens e recuperar de lesões graves.

A recuperação ao ombro que afetou a estabilidade da articulação,  a operação ao cotovelo,  e o joelho, levou a que estivesse muito tempo sem competir e sem treinar.

Certamente, muitos julgaram que a sua carreira deportiva poderia estar comprometida.

Ao contrário, Telma percebeu  que ainda se sentia feliz a treinar, que ainda tinha um espírito competitivo. “Não era o momomento  para parar”.

E nós! Porque somos felizes com o que fazemos, mesmo que estejamos a recuperar de algumas “lesões”,  não vamos parar !

Porque amanhã,  é dia de vencer. É dia de fazermos  “ippom” !

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