2021: O ano de consolidação das transformações aceleradas pela pandemia

Human Resources
8 de Abril 2021 | 12:33

No pós-pandemia, será preciso que as organizações dêem seguimento às necessidades enfatizadas nos últimos meses, de agilidade, inovação e colaboração organizacionais, bem como ao desenvolvimento, capacitação e envolvimento/satisfação das suas pessoas.

 

Por Gonçalo Salis Amaral, partner da Neves de Almeida HR Consulting – Head of Consulting

 

Chegados a 2021 com a situação pandémica ainda por controlar, apesar dos avanços da ciência e do processo de vacinação em massa, importa reflectir nas tendências que o contexto pandémico acelerou, mas cujo nível de aplicação tem sido distinto entre países e empresas, demonstrando a sua relevância e criticidade para fazer face também aos desafios específicos da pandemia.

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Assim, as novas formas de organização e utilização do trabalho, bem como o desenvolvimento de uma maior agilidade e capacidade de adaptação das organizações, alavancada nas novas tecnologias, maior colaboração, diversidade de perfis e de competências técnicas e comportamentais adequadas, serão o foco das agendas dos líderes. Da mesma forma, a melhoria da experiência de colaborador em ambiente misto, virtual e presencial, deverá ser central para garantir a retenção, envolvimento e performance das equipas e, consequentemente, do negócio num ambiente tão instável e incerto.

Os impactos da pandemia reforçaram a necessidade de repensar os modelos de negócio e operativo para fazer face às novas exigências e condicionantes, mas também às ausências provocadas por baixa e/ou layoff. Neste sentido, o redesenho organizacional e o chamado reskilling torna-se ainda mais premente face aos desafios actuais, preparando as organizações para outras situações futuras. Tendo como certo que a velocidade das mudanças é cada vez maior, torna-se imperativo criar-se uma maior agilidade na adaptação e uma mais efectiva e eficaz gestão da mudança.

A criatividade e a inovação continuam a ser apostas cruciais, tanto nos modelos e nos processos de negócio, como nas formas e métodos de trabalho, visando esta agilidade interna e colaboração plena para fazer face às exigências e constantes mutações do ambiente e do mercado. Realça-se aqui o papel essencial das lideranças, como drivers de todo este processo de transformação e adaptação que, inevitavelmente, requer uma melhor capacitação das mesmas em competências técnicas e comportamentais específicas.

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Paralelamente, deverá ser dada ainda mais atenção ao activo mais valioso que as empresas possuem, as suas pessoas, até porque a própria relação entre a organização e o colaborador tem vindo a assumir abrangências mais alargadas – por exemplo ao nível do bem-estar, da segurança, da motivação e do envolvimento, através de abordagens mais segmentadas e customizadas, focadas no indivíduo e nas suas necessidades –, em detrimento das mais generalistas (one size does not fit all).

Neste processo, é essencial que se considerem soluções cada vez mais mistas, entre virtual e presencial, alavancando os benefícios destes dois ambientes e assegurando uma experiência consistente para o colaborador, independentemente do ambiente utilizado, que se releve diferenciadora em todas as etapas do ciclo de vida das organizações, desde a atracção, selecção, recrutamento e onboarding, às formas de trabalho flexíveis e colaborativas, desenvolvimento contínuo e à oferta de oportunidades/ desafios de carreira.

Acredito que as organizações dêem seguimento às tendências mencionadas, tanto no âmbito da agilidade, inovação e colaboração organizacionais, como no desenvolvimento, capacitação e envolvimento/satisfação das pessoas. Temas como a reengenharia e a digitalização de processos, modelos de negócio e novas formas de trabalhar, formação e desenvolvimento de competências técnicas e comportamentais, ou ajustes aos mecanismos de Gestão de Pessoas (por exemplo, no desempenho, na retenção, no desenvolvimento de carreiras, na comunicação e na proximidade/ colaboração) já são foco da atenção das lideranças, sendo solicitado suporte para a sua revisão e implementação.

É neste contexto que a 6.ª edição do Índice da Excelência será lançada já no segundo trimestre deste ano, consolidando o seu propósito de ferramenta de gestão consistente e acessível a qualquer organização, independentemente da sua dimensão ou sector, permitindo uma auscultação aos colaboradores, assim como uma comparação com o mercado nas suas várias dimensões de análise. Esta nova edição contemplará ajustes exigíveis face às mutações contextuais e de mercado, assim como aos novos desafios e preocupações. Em breve, será anunciado o lançamento desta nova edição, que perdurará até ao final do mês de Novembro de 2021, sendo acessível via endereço www.indicedaexcelencia.com.

 

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Este artigo foi publicado na edição de Março (nº.123) da Human Resources, nas bancas.

Caso prefira comprar online, tem disponível a versão em papel e a versão digital.

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