Cinco tendências para mundo do trabalho. E como pô-las em prática para não perder terreno

Margarida Lopes
16 de Janeiro 2020 | 09:01

A antecipar o lançamento do Global Talent Competitiviness Index 2020, que tem lugar no próximo dia 22 de Janeiro, na cimeira de Davos, na Suiça, a Adecco, destaca as cinco tendências do mundo de trabalho, já evidentes em 2020 e alguns conselhos sobre como actuar para as tornar realidade na sua empresa.

 

1. Era da economia GIG
Uma nova lei na Califórnia limita a capacidade das empresas em classificar os trabalhadores como liberais. Este “movimento” é direccionado para as empresas que, segundo os críticos, atribuem aos seus trabalhadores liberais as responsabilidades de horário fixo, por exemplo, sem, contudo, lhes oferecer os benefícios correspondentes a trabalhadores permanentes, como os subsídios por doença ou de férias. No entanto, é provável que a nova lei tenha consequências, como um maior número de empresas simplesmente a prescindirem de trabalhar com freelancers a favor de um número menor de colaboradores em período integral ou concentrando os seus esforços desloncando-se para outros mercados. Enquanto isso, a economia GIG ( universo de trabalho freelancer) continua a crescer, sugerindo que clientes, trabalhadores e empresas estão empenhados na mesma.

Dica: Em vez de restrições rígidas, é melhor concentrarmo-nos em regulamentações inteligentes que fazem a economia GIG funcionar para todos os envolvidos.

 

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2. Aumentar as competências dos trabalhadores (jovens e idosos) deve ser uma prioridade
A natureza do trabalho está a mudar e foram muitas as mudanças na última década. O ritmo da mudança é tal que devemos concentrar-nos em dotar os trabalhadores de todas as idades com as competências que precisam para se adaptar à mudança.

Dica: Conheça o futuro e faça de 2020 o ano de lançamento de formações para os seus colaboradores.

 

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3. Automação, mudança climática, Inteligência Artificial (IA)
Alguns países têm mudado os seus sistemas de ensino para preparar os estudantes para empregos do futuro. E as universidades estão a adaptar os seus cursos para responder às necessidades «de uma sociedade em mudança», concentrando-se em tendências como a mudança climática, a ciência de dados e a segurança cibernética. Além disso, as universidades devem preparar os alunos para alguns empregos que ainda não existem, e o foco deve estar em competências sociais, como o pensamento crítico e a resolução de problemas.

Dica: O futuro favorece a mente preparada. Investir em aprender novas competências, sejam digitais ou soft skills, fará com que seja mais competitivo.

 

4. O primeiro-ministro finlandês sugeriu uma semana de trabalho de quatro dias ou dias de seis horas
Falando da Finlândia, foi amplamente divulgado que Sanna Marin, a primeira-ministra finlandesa, planeia introduzir uma semana de trabalho de quatro dias. Isso não é muito preciso, como o governo finlandês mais tarde deixou claro. Os relatórios foram baseados em observações feitas por Sanna Marin antes de assumir o cargo, sugerindo que o futuro poderá ter dias úteis mais curtos ou uma semana útil mais curta. Seja um plano ou não, as evidências sugerem que dias úteis mais curtos aumentam a produtividade. Como John Brandon escreve na Inc, o dia útil de oito horas é um remanescente do trabalho em turnos da era industrial. No entanto, há uma desvantagem importante na semana de quatro dias, cortar a semana de trabalho pode significar menos tempo para o desenvolvimento da carreira a longo prazo, dizem também os especialistas em gestão.

Dica: Trabalhar menos e ter mais tempo pessoal parece óptimo, mas todas as moedas têm dois lados, por isso considere todas as consequências antes de redesenhar a sua vida profissional.

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5. Aprimore os altos níveis de qualificação: a resolução obrigatória de ano novo para as empresas
A transformação digital depende de aperfeiçoar e capacitar novamente os colaboradores, não adquirindo talentos caros fora da empresa. Mas as pessoas que lideram a transformação estão qualificadas para realizar a qualificação? É por isso essencial enfatizar a importância de formar os seus especialistas e mantê-los actualizados.

Dica: Treine bem os seus formadores e eles cuidarão dos seus colaboradores, que cuidarão dos seus negócios.

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