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COVID-19. Quais os sectores que mais (e menos) estão a recorrer ao teletrabalho?
De acordo com o quarto “Inquérito Rápido e Excepcional às Empresas – COVID-19” (COVID-IREE), do Instituto Nacional de Estatística (INE) e Banco de Portugal (BdP), 58% das empresas tinham colaboradores em teletrabalho. Mas os números diferem significativamente consoante a dimensão da empresa e o sector em que actuam.
Os dados do inquérito divulgado esta terça-feira, revelam ainda que a percentagem de empresas com colaboradores em teletrabalho é crescente com a dimensão das empresas, atingindo 93% nas grandes e não ultrapassando 30% nas micro empresas.
Por sector, reflectindo a natureza da actividade económica desenvolvida, destacou-se a Informação e Comunicação, com 67% das empresas a registar uma percentagem superior a 75% de pessoas em teletrabalho. Em sentido oposto, o sector que menos recurso assinalou a esta forma de trabalho foi o Alojamento e Restauração.
Os dados são relativos à última semana (27 de Abril a 1 de Maio) e indicam ainda que cerca de 84% das empresas inquiridas mantinham-se em produção ou em funcionamento, mesmo que parcialmente, e 16% das empresas encerraram temporariamente ou definitivamente.
Nas empresas com perfil exportador registou-se uma maior proporção de empresas em funcionamento. Por sector, a percentagem de empresas encerradas (temporária e definitivamente) continua a ser significativamente mais alta no Alojamento e restauração (59%).
O inquérito mostra ainda que 79% das empresas respondentes continuaram a reportar diminuição do volume de negócios, numa grande parte (39%) a redução foi superior a 50% do volume de negócios, reflectindo sobretudo a ausência de encomendas/clientes e as restrições no contexto do estado de emergência.
Já 57% das empresas continuaram a reportar reduções do pessoal ao serviço efectivamente a trabalhar, sendo que 25% referiram uma redução superior a 50%. O lay-off simplificado foi apontado por 59% das empresas como relevante ou muito relevante para a redução do pessoal ao serviço.
A percentagem de empresas (em funcionamento ou temporariamente encerradas) que já beneficiou de outras medidas anunciadas pelo Governo, para além do lay-off simplificado, aumentou ligeiramente face à semana anterior, mas continuou a ser reduzida.