Comissão Europeia propõe mexidas na lei para facilitar apoios dos bancos às empresas

Human Resources com Lusa
24 de Julho 2020 | 15:00

A Comissão Europeia propôs hoje mexidas em leis comunitárias para facilitar o apoio dos bancos às empresas em dificuldades devido à crise da COVID-19, para incentivar «maiores investimentos na economia» e permitir uma «rápida recapitalização».

 

Depois de ter apresentado, no final de Abril, medidas para facilitar os empréstimos bancários às famílias e empresas em todos os países da União Europeia (UE) devido à COVID-19, o executivo comunitário vem hoje divulgar propostas para promover os apoios às empresas.

«O pacote propõe alterações específicas às regras do mercado de capitais para incentivar maiores investimentos na economia, permitir a rápida recapitalização das empresas e aumentar a capacidade dos bancos para financiar a recuperação», indica a instituição em nota de imprensa.

Em causa estão, desde logo, mudanças nas regras da UE sobre a informação que deve ser fornecida pelas empresas que querem atrair investidores (o chamado prospecto), área na qual a Comissão Europeia sugere a adopção de um documento temporário «fácil de produzir, fácil de ler e fácil de escrutinar», que contenha 30 páginas em vez de habituais centenas.

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Acrescem alterações na directiva europeia relativa aos mercados de instrumentos financeiros (a MiFID), que regulamenta os investimentos para dar protecção aos investidores. Aqui, a Comissão Europeia quer «reduzir alguns dos encargos administrativos que os investidores experientes enfrentam», mantendo porém a salvaguarda para outros «investidores menos experientes», como cidadãos que queiram aplicar as suas poupanças.

São, ainda, abrangidas nestas mexidas temporárias as regras relativas à emissão de títulos negociáveis que representam créditos detidos por uma instituição financeira, visando facilitar «a utilização da titularização na recuperação da Europa, permitindo aos bancos expandir os seus empréstimos e libertar os seus balanços de créditos não rentáveis».

«É útil deixar que os bancos transfiram parte do risco de empréstimos de pequenas e médias empresas para os mercados para que lhes possam continuar a conceder empréstimos», explica o executivo comunitário no comunicado, falando na «criação de um quadro [regulatório] específico para uma titularização simples, transparente e normalizada».

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Estas propostas foram feitas com base em análises da Autoridade Bancária Europeia.

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