Câmara de Lisboa vai duplicar número de empresas beneficiárias de apoio a fundo perdido devendo assim proteger 80 a 100 mil postos de trabalho

Human Resources com Lusa
28 de Janeiro 2021 | 15:05

A Câmara de Lisboa vai lançar uma segunda fase do programa que apoia a fundo perdido as empresas da cidade, com mais 20 milhões de euros, duplicando o número de beneficiários, anunciou o presidente da autarquia.

 

Fernando Medina falava numa conferência de imprensa agendada para apresentar novas medidas de apoio financeiro às empresas, famílias e sectores cultural e social da cidade, na sequência do novo confinamento decretado devido à evolução da pandemia COVID-19.

Segundo o autarca, o objectivo é «alargar os apoios às empresas e instituições que não tinham cobertura na primeira fase ou melhorar o processo de apoio».

Os beneficiários têm de registar uma quebra de facturação superior a 25% nos três primeiros trimestres do ano passado ou na totalidade dos trimestres, em relação ao período homólogo de 2019.

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Esta segunda fase vai também abranger empresas que tenham uma facturação anual entre 500 mil euros e um milhão de euros, que terão acesso a um apoio de 10 mil euros. A câmara estima gastar cinco milhões de euros com estes empresários.

Há também mais actividades económicas abrangidas, como indústrias criativas, lojas com história, actividades turísticas, industriais, desportivas e recreativas, representando um investimento «adicional de cerca de oito milhões de euros».

A partir de agora, os empresários em nome individual com regime de contabilidade simplificada também podem solicitar o apoio, adiantou o presidente da câmara, prevendo um investimento de sete milhões de euros.

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Estes empresários têm de ter um volume de negócio até 200 mil euros, sendo que o apoio camarário varia entre os mil e os cinco mil euros. Os beneficiários têm de ter «sede/domicílio fiscal e actividade na cidade de Lisboa», trabalhadores a cargo, excepto os que têm volume de negócios inferior a 25 mil euros, e o «apoio não pode ser superior a 50% da facturação mensal pré-pandemia».

Fernando Medina adiantou também que será feito um único pagamento para «empresários em nome individual com facturação simplificada e apoios até 2000 euros».

Para as empresas que já têm a sua candidatura submetida, o segundo pagamento será «antecipado para Fevereiro».

De acordo com Fernando Medina, com estas medidas serão apoiadas «mais 10.000 empresas e empresários» e o município vai proteger 80 mil a 100 mil postos de trabalho.

No final do ano passado, a autarquia lançou um programa destinado ao comércio e restauração da cidade, também no valor de 20 milhões de euros, com apoios a fundo perdido, entre quatro e oito mil euros, pagos em duas tranches.

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Para as empresas e empresários com um volume de negócios até 100 mil euros em 2019, o valor do apoio total será de quatro mil euros, enquanto para aqueles que tiveram um volume de negócios entre os 100 mil e os 300 mil euros o apoio total é de seis mil euros.

Quando o volume de negócios tiver sido entre os 300 mil e os 500 mil euros, o apoio total será de oito mil euros.

O município recebeu até ao momento mais de três mil pedidos de apoio financeiro de lojas e restaurantes, tendo já efetuado 1650 pagamentos, no valor de nove milhões de euros, revelou o presidente da câmara.

As medidas hoje apresentadas, orçadas em 35 milhões de euros, incluem ainda apoio financeiros aos taxistas, ajustes aos valores das rendas municipais das famílias e jovens da classe média, assim como a renovação dos apoios do Fundo de Emergência Social, entre outras.

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