Governo aprova contratação de médicos e enfermeiros estrangeiros

Human Resources com Lusa
29 de Janeiro 2021 | 10:20

O Governo aprovou a possibilidade da contratação, por um período máximo de um ano, de médicos e enfermeiros formados no estrangeiro, no quadro das novas medidas para controlo da pandemia COVID-19.

 

Um dos decretos-lei aprovados prevê a «possibilidade de os estabelecimentos prestadores de cuidados de saúde do Serviço Nacional de Saúde [SNS] poderem, excepcionalmente, proceder à contratação a termo resolutivo, até ao limite de um ano, de titulares de graus académicos conferidos por instituição de ensino superior estrangeira na área da medicina e na área da enfermagem, desde que preenchidos determinados requisitos», refere o comunicado do Conselho de Ministros.

O diploma suporta a prorrogação, por mais 15 dias, do estado de emergência decretado pelo Presidente da República e entra em vigor no domingo.

No final da reunião do Conselho de Ministros, a ministra do Estado e da Presidência, Mariana Vieira da Silva, disse, em declarações aos jornalistas, que cerca de 160 médicos licenciados no estrangeiro estarão nas condições de poder ser contratados.

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Quanto ao número de enfermeiros elegíveis, assinalou que o Governo está “a procurar identificar”.

Questionada sobre a contratação de médicos e enfermeiros portugueses reformados, Mariana Vireira da Silva ressalvou que tal depende da “disponibilidade dos próprios”, pelo que era difícil estimar o número.

A ministra justificou a excepcionalidade das medidas aprovadas com a necessidade de «alargar o mais possível as contratações de profissionais» de saúde perante uma «situação extremamente grave e de muita sobrecarga do SNS».

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O Governo aprovou ainda o decreto-lei que «estabelece mecanismos excecionais de gestão de profissionais de saúde para realização de atividade assistencial», no âmbito da COVID-19, «nos serviços e estabelecimentos de saúde» do SNS.

«Os mecanismos de gestão previstos só podem ser usados para fazer face ao aumento excecional e temporário das funções diretamente relacionadas com a pandemia, incluindo o respectivo plano de vacinação, e enquanto se mantiver essa necessidade», descreve o comunicado do Conselho de Ministros.

A nota acrescenta que, «com esta medida, o Governo procura enquadrar o esforço adicional daqueles trabalhadores, especialmente daqueles que são prestadores diretos de cuidados, conferindo aos respectivos órgãos de administração mecanismos excepcionais de gestão que, no actual contexto, reforcem a disponibilidade para a prestação de cuidados».

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