«Empresas não conseguem antecipar nem precaver riscos emergentes», diz estudo

Human Resources com Lusa
18 de Maio 2021 | 11:43
«Empresas não conseguem antecipar nem precaver riscos emergentes», diz estudo

As empresas não conseguem «antecipar e precaver os riscos emergentes», diz relatório da Marsh Risk Resilience, especializada em consultoria de risco e corretagem de seguros.

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«Apesar de um vasto consenso entre grandes e médias empresas sobre a crescente ameaça representada por um conjunto de riscos emergentes, a grande maioria continua a ignorar e a subestimar o impacto destes riscos nos seus negócios», adiantou a organização.

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Este estudo foi realizado com base num inquérito a 1.000 empresas, incluindo cerca de 30 portuguesas, destacando «grandes disparidades na percepção e capacidade de resposta a ameaças derivadas de riscos: pandémicos, de ataques cibernéticos, de tecnologias emergentes, de alterações climáticas/ambientais, sociais e de governance (ESG), alterações regulatórias e geopolíticos».

O estudo conclui que «apenas 25% das empresas adoptam um processo compreensivo ou formal para avaliar o impacto destes riscos nos seus negócios, apesar de identificarem estes riscos como ameaças crescentes», sendo que, para a Marsh, isso «leva as empresas a estarem mais vulneráveis a interrupções, imediatas e a longo prazo, das suas operações, activos e fluxos de receitas».

Além disso, revelou a Marsh, «80% das empresas afirmam que os seus processos de gestão de risco e de subscrição de seguros não estão alinhados com estratégias de crescimento a longo prazo», o que indica, segundo a entidade, que «as empresas estão, principalmente concentradas nas ameaças a curto prazo, mais do que nas que são percecionadas como severidade elevada, mas de baixa frequência».

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As empresas afirmam ainda que «os seus clientes e consumidores seriam mais afetados por cinco dos seis riscos emergentes», mas «não estão a implementar processos eficazes para se adaptarem, aprenderem e evitarem interrupções para este público crucial, o que pode levar a implicações financeiras significativas».

De acordo com a empresa, «o relatório conclui que uma organização resiliente é capaz de antecipar o risco, minimizar as perdas e retomar rapidamente o seu negócio após um incidente, ganhando assim uma vantagem competitiva para com as empresas menos preparadas».

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«A pandemia COVID-19, o encerramento temporário do Canal de Suez, os grandes ataques cibernéticos, bem como outros acontecimentos recentes, expuseram a fragilidade dos sistemas globais das empresas para gerir grandes crises», disse Fernando Chaves, especialista de risco da Marsh Portugal, citado numa nota.

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«Conforme o nosso relatório destaca, as estratégias eficazes para construir empresas mais resilientes não só facilitarão uma recuperação mais rápida, como também se tornarão, cada vez mais, uma vantagem competitiva», garantiu.

A Marsh acredita que «o percurso até à resiliência envolve quatro passos e comportamentos comuns: antecipar riscos importantes, associar a gestão de risco à estratégia de negócio, evitar lacunas na perceção da preparação e avaliar informação relevante».

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