PRR: «Portugal não tem um registo histórico muito positivo no que se refere à execução de fundos europeus»

Human Resources com Lusa
3 de Setembro 2021 | 15:05
PRR: «Portugal não tem um registo histórico muito positivo no que se refere à execução de fundos europeus»

Os apoios às empresas, no âmbito do Plano de Recuperação e Resiliência (PRR), vão exigir uma «visão clara dos objectivos de cada investimento» e o principal desafio vai ser executar rapidamente este plano, defendeu a consultora EY.

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«Os apoios a empresas vão exigir uma visão clara dos objectivos de cada investimento, uma vez que estes terão de se alinhar com três prioridades: a capacitação digital, seja de pessoas ou de relacionamento com clientes (ex: e-commerce); a transição climática, orientada às energias renováveis para produção e uso próprio; a redução da pegada carbónica», lê-se na parte II da segunda edição do estudo “Conhecer os desafios ajuda a encontrar o caminho?”, lançado pela EY.

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Neste texto, assinado pelo especialista Miguel Amado, é referido que o principal desafio vai ser executar rapidamente o plano, potenciando a recuperação económica, lembrando que Portugal não tem «um registo histórico muito positivo» no que se refere à execução de fundos europeus, uma vez que tende concretizar-se no final dos períodos de programação.

Assim, terá que haver uma “solidariedade colectiva” para que os projectos públicos e privados tenham resultados nos momentos acordados.

No entanto, as regras de contratação pública e a capacidade de as organizações acompanharem uma acelerada transformação podem constituir-se como desafios que obrigam a um planeamento e execução «imediatos e bem estruturados».

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Segundo a consultora, o PRR privilegia, no que concerne ao sector privado, a agregação de valor e o desenvolvimento de sectores e cadeias de valor, o que será uma «oportunidade única para o tecido empresarial criar condições que permitam ao mercado como um todo crescer».

No caso das entidades públicas, o principal objectivo é a melhoria dos serviços ao cidadão, sendo que a Justiça, Finanças, Saúde, Segurança Social, bem como a modernização dos serviços «não podem ser implementados de forma desagregada».

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Nesse sentido, o papel da estrutura de missão Portugal Digital «será essencial para coordenar a Saúde com a Segurança Social, para o bem-estar e segurança dos cidadãos, a Justiça com as Finanças, para dinamizar o tecido empresarial, e todos em conjunto criarem uma Administração Pública preparada para o futuro», defendeu.

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O PRR tem um período de execução até 2026 e prevê um conjunto de reformas e investimentos para alavancar o crescimento económico.

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