Há mais um país que quer experimentar semana de quatro dias sem perda de salário

Human Resources
3 de Setembro 2021 | 13:20
Há mais um país que quer experimentar semana de quatro dias sem perda de salário

A Escócia está a ponderar avançar com a experiência de quatro dias de trabalho sem perda de salário. A sugestão partiu de um “think tank” local, num relatório divulgado sobre a “recuperação do trabalho justo, garantindo rendimento para todos”, adianta a Renascença.

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De acordo com a publicação, depois de ano e meio a trabalhar em casa, são muitos os trabalhadores que oferecem resistência em voltar ao local de trabalho. Por outro lado, este tempo de pandemia permitiu às empresas implementar mudanças na organização do trabalho que, de outro modo, poderiam levar anos.

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«A pandemia serviu para intensificar o interesse e o apoio a práticas de trabalho mais flexíveis, que poderiam incluir uma mudança para uma semana de trabalho de quatro dia», afirmou o porta-voz do governo escocês.

Nesse sentido, foram lançadas as primeiras experiências deste projetco-piloto, que vai custar 10 milhões de libras (cerca de 11 milhões e 600 mil euros) e «ajudará as empresas a explorar os benefícios e custos de mudar para uma semana de trabalho de quatro dias», adiantou.

«O projecto-piloto ajudar-nos-á a desenvolver uma melhor compreensão das implicações de uma mudança mais ampla para uma semana de trabalho mais curta em toda a economia», acrescentou.

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Segundo uma sondagem realizada pelo “think tank” IPPR Scotland, 80% dos escoceses acreditam que cortar o número de dias de trabalho – sem perda de salário – teria um «efeito positivo no seu bem-estar». E 88% estariam dispostos a participar no projecto-piloto.

O inquérito (no qual participaram 2203 pessoas com idade entre os 16 e os 65 anos) descobriu ainda que quase dois terços (65%) acreditam que uma semana de trabalho mais curta poderia aumentar a produtividade da Escócia.

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