Presidente da CGD diz que «há uma corrente nacional contra as empresas grandes»

Human Resources com Lusa
19 de Outubro 2021 | 19:00
Presidente da CGD diz que «há uma corrente nacional contra as empresas grandes»

O presidente executivo da Caixa Geral de Depósitos (CGD), Paulo Macedo, considerou hoje em Tomar que há «uma corrente nacional contra as empresas grandes», referindo-se às condições para poderem crescer e desenvolver-se.

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«Há aqui uma corrente nacional contra as empresas grandes. Nós gostamos muito das micro, gostamos muito das pequenas, nas médias aquilo já começa a ser tolerado, mas então grande é que é um problema», disse Paulo Macedo hoje no Convento de Cristo, em Tomar, distrito de Santarém, num encontro ‘Fora da Caixa’.

Segundo o líder do banco público, as grandes empresas é que «são maioritariamente exportadoras» e as «que podem fazer mais em termos de investigação», e quanto às médias o seu objectivo é «ganhar dimensão para poderem competir».

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Paulo Macedo referia-se «ao que caberá ao Governo» em termos de «como é que se está para além do crescimento económico, ou como é que este crescimento económico pode ser corporizado».

Para o gestor, a questão coloca-se «se estamos a fortalecer as […] instituições, se estamos a tornar a dar condições macroeconómicas, laborais, legislativas, etc, de enquadramento para as empresas poderem crescer e desenvolver».

O presidente executivo da CGD frisou precisamente que é no «crescer e desenvolver» que há o «primeiro problema» da referida «corrente nacional contra as empresas grandes».

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Mais à frente na sua intervenção, Paulo Macedo mencionou ainda a necessidade da «estabilidade da legislação» para a melhor captação de investimento, alertando para a questão do englobamento de mais-valias de rendimentos de capital no IRS, proposta no Orçamento do Estado para 2022 (OE2022).

«Questões de estabilidade de legislação é sempre o que toda a gente diz que é desejável, e acreditamos nisso. E mesmo quando não acreditamos, vejam, por exemplo, as oscilações em termos de investimento só por se falar em englobamentos ou não englobamentos», referiu.

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Paulo Macedo defendeu que «quando se fala tem de se fazer», ou então «não se faz e não se fala», porque «toda a gente acha a seguir que se não é desta vez vai ser para a próxima», disse acerca do englobamento.

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«Esta parte da estabilidade legislativa, que nós aprendemos todos na escola que é importante, depois vemos, aqui, em termos práticos, que é algo que inibe claramente as pessoas», considerou o também antigo ministro da Saúde.

«Isto gera perturbação no investimento», concluiu.

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