OE2022: Patrões criticam que temas laborais sejam usados como “moeda de troca”

Human Resources com Lusa
20 de Outubro 2021 | 17:33
OE2022: Patrões criticam que temas laborais sejam usados como “moeda de troca”

As confederações patronais opuseram-se hoje às propostas do Governo sobre a arbitragem necessária e prorrogação da suspensão da caducidade das convenções colectivas, considerando que as matérias laborais estão a ser usadas como “moeda de troca” para aprovação do OE2022.

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No final de uma reunião da Concertação Social que acabou com os parceiros sociais a sinalizarem o seu desagrado com a proposta do Governo de alteração à legislação laboral no âmbito da Agendo do Trabalho Digno, os presidentes das quatro confederações patronais criticaram o ritmo imposto à discussão das matérias, registado nestas últimas semanas, considerando inadmissíveis algumas das alterações sugeridas pelo Governo.

«Começámos [a discussão] com 64 medidas e estamos hoje em 70, porque esta discussão coincide com a do Orçamento o Estado, e o Governo vai incorporando nesta agenda cedências aos parceiros políticos», afirmou o presidente da Confederação Empresarial (CIP), António Saraiva, no final da reunião.

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Considerando esta situação «inadmissível», António Saraiva centrou as críticas em duas das novas propostas enviadas pelo Governo aos parceiros sociais – a suspensão da caducidade das convenções colectivas por mais 12 meses e o reforço da arbitragem necessária -, tendo adiantado que irá pedir a intervenção do presidente da República e dos partidos para suscitar a verificação da constitucionalidade da mesmas, caso venha a ser aprovada.

Uma posição em que as restantes confederações patronais se reveem.

Os presidentes das confederações patronais acusaram o Governo de estar a usar as propostas de alteração da lei laboral – no âmbito da Agenda do Trabalho Digno – como «moeda de troca» para conseguir a aprovação da proposta do Orçamento do Estado para 2022 (OE2022).

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Para o presidente da Confederação do Comércio e Serviços de Portugal (CCP), João Vieira Lopes, a «sofreguidão» e «o aparecimento de rompante» das duas propostas do Governo relativas à contração colectiva «tem claramente a ver com as imposições, que os partidos que estão a negociar o apoio ao Orçamento do Estado, estão a colocar ao Governo».

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