Se já estávamos a constatar algumas mudanças na cultura das empresas antes da pandemia, em que começaram a preocupar-se com a satisfação dos seus funcionários dando-lhes melhores condições de trabalho, podemos ver o exemplo da DreamWorks que oferece benefícios não monetários como aulas de exercício físico, a Google que oferece horários flexíveis de trabalho ou o Facebook que dá uma verba adicional aos colaboradores com filhos para despesas com amas, ou até mesmo a Medtronic Portugal que oferece aconselhamento jurídico e psicológico aos seus colaboradores e pede para ir buscar os filhos à escola se o funcionário se atrasar, com a pandemia as restantes foram “forçadas” a fazer adaptações para que os seus funcionários continuassem a trabalhar e a ter produtividade.
Por Helena Antunes, gestora de imagem
Empreendedores e gestores tiveram de remodelar o formato de trabalho. A flexibilidade de horários e a repartição entre o teletrabalho e o office são agora os novos modelos de trabalho.
O mundo laboral pós pandemia ainda está a adaptar-se. Ainda vão surgir negações a essas mudanças na cabeça das pessoas, mas será o princípio para abrir a mente dos lideres e começarem a ver o retorno dessa satisfação dos funcionários através do aumento da produtividade.
É necessário repensar novas estratégias de negócio ao mesmo tempo que os colaboradores levam em conta as condições de trabalho na hora de escolher a vaga. As empresas concluem assim, que têm de se preocupar com a segurança, saúde e bem-estar dos seus colaboradores para continuarem a existir.
Neste novo contexto pós pandemia, a gestão de Recursos Humanos passou a ser uma das principais prioridades. As que gerem com proximidade aos seus colaboradores envolvendo-os na construção da empresa por forma a sentirem-se parte da empresa, percebem que têm colaboradores mais felizes. As que se preocupam com o bem-estar e têm estratégias que facilitam o seu dia-a-dia percebem que eles trabalham em prol do crescimento corporativo, ficam mais produtivos, o que gera menos faltas e menos rotatividade de colaboradores nas empresas.
Investir na qualidade de vida dos funcionários torna-se numa das tarefas mais importantes para o sucesso das empresas, ou não fossem as pessoas o pilar das empresas.
Outro dos factores que contribui muito para a satisfação dos colaboradores é dar-lhes mais autonomia e possibilidade de crescimento na empresa. O ideal e a forma mais inteligente de o fazer é desenvolver-lhes um plano de carreira, ou seja, estruturar um caminho que o colaborador vai percorrer até alcançar o seu objectivo. Para isso, é necessário incluir interesses da empresa e do colaborador. Só assim garante o cumprimento de metas.
Um plano de carreira, para além de aumentar a motivação profissional, vai aprimorar as habilidades e competências dos colaboradores. O que faz com que tenham resultados mais positivos para a empresa.
Não é benéfico oferecer uma remuneração competitiva se não investir na qualificação dos colaboradores. Deste modo retém bons funcionários e evita rotatividade, logo tem pessoas mais produtivas e felizes. Um estudo realizado pela Universidade da Califórnia deixou isso ainda mais claro. A pesquisa identificou que um trabalhador feliz é, em média, 31% mais produtivo, três vezes mais criativo e vende 37% a mais em comparação com outros.
Uma empresa que oferece boas condições de trabalho destaca-se na hora de contratar, mas também na hora do cliente escolher. Assim se destaca da concorrência.
Colaboradores mais felizes fazem empresas mais rentáveis. Que tal pensar em desenvolver um plano de carreira para os seus funcionários?














