Sustentabilidade do Turismo é factor fundamental de atractividade e de competitividade, defende Luís Araújo

Human Resources com Lusa
30 de Março 2022 | 17:30

A sustentabilidade no turismo está ligada a questões ambientais e energéticas, tecnológicas ou sociais e é importante para assegurar que a actividade traz benefícios à vida e residentes de um território, defendeu o presidente do Turismo de Portugal.

 

Luís Araújo manifestou esta posição ao participar num painel dedicada à sustentabilidade do turismo realizado na Conferência Internacional Inova Algarve 2.0 – Inovação e Turismo, inserida na Algarve Tech Hub Summit, que se prolonga até quinta-feira em Faro e Loulé.

Segundo aquele responsável, a sustentabilidade «é não só essencial à evolução do sector como um todo, mas um factor de atractividade e de competitividade do turismo», que pode servir de «âncora» ao seu desenvolvimento e permitir que este cresça até «aos 27.000 milhões de euros em 2027».

O presidente do Turismo de Portugal, que participou no painel de forma remota desde Israel, sinalizou que 2019 encerrou o ano «com 18,4 mil milhões de euros» e que o objectivo passa por «crescer com conta, peso e medida».

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«Foi por isso que colocámos também objectivos muito claros na componente social, que tem a ver com a redução da sazonalidade», afirmou, argumentando que é também necessário ter em atenção a «qualidade de vida para as populações que vivem no território».

Nesse sentido, é preciso fazer com que a maioria da população, principalmente nos grandes centros urbanos, reconheça «o sector do turismo como um sector de competitividade» e que este aporta «benefício para as suas vidas pessoais».

«Do ponto de vista ambiental, o objectivo é muito mais simples na ótica de escrever, mas mais difícil de alcançar, que é termos 90% da actividade turística, desde a hotelaria, alojamento local, rent-a-car e restauração, 90% das empresas a adoptar medidas de gestão de eficiência energética, de resíduos e água», afirmou.

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Na mesma ocasião, Cristina Siza Vieira, presidente executiva da Associação da Hotelaria de Portugal (AHP) afirmou que a «sustentabilidade» é uma área onde «há muito para fazer» e onde «as empresas são de facto o veículo para a implementação desse desenvolvimento sustentável».

Os parâmetros de sustentabilidade das empresas passarão, assim, a ser incluídos na informação disponibilizada pelas empresas, à semelhança dos lucros ou da informação financeira, destacou a mesma fonte, no painel moderado pelo professor da Faculdade de Economia da Universidade do Algarve João Albino Silva.

Cristina Siza Vieira apontou como exemplo o anúncio da companhia aérea dos Países Baixos KLM, por ocasião dos seus 100 anos, que «prova bem» como, em 2019, a «mais antiga companhia aérea comercial do mundo» já começava a «colaborar activamente»  e «assumir-se como parte fundamental desta revolução tectónica e brutal que é mudar o nosso modelo de produção».

António Jorge Costa, presidente do Instituto de Planeamento e Desenvolvimento do Turismo (IPDT), foi outro dos participantes no painel e também considerou que a sustentabilidade do turismo «pode trazer mais-valias, logo à partida, para os residentes», assim como para os empresários.

A mesma fonte considerou que as métricas do passado que se reportavam a números de dormidas ou de hóspedes estão agora a dar espaço a outras e o IPDT quis saber o que todas Entidades Regionais de Turismo de Portugal, excepto Lisboa, consideravam importante para se considerarem como um destino turístico de sucesso.

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«Na óptica destas entidades, um destino turístico de sucesso gera rendimento para a comunidade local, garante a qualidade de vida da população, valoriza e preserva as identidades, o património, a cultura e as tradições locais e promove um uso sustentável dos ecossistemas e a preservação dos recursos naturais, praticando uma abordagem de economia circular», enalteceu.

A mesma fonte mostrou-se ainda satisfeita por as «variáveis mais importantes no sucesso de um destino» elencadas pelas entidades regionais consultadas foram «o nível de satisfação dos residentes com o turismo» e a «satisfação dos visitantes com experiência no destino», que mostram como as questões da sustentabilidade estão no centro da preocupação.

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