Ministra sublinha necessidade de reforço do apoio à saúde mental no ensino superior

Human Resources com Lusa
11 de Abril 2022 | 16:00
Ministra sublinha necessidade de reforço do apoio à saúde mental no ensino superior

A nova ministra da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior, Elvira Fortunato, sublinhou hoje a necessidade de reforçar o apoio à saúde mental nas instituições, sobretudo através do apoio psicológico, recordando o impacto negativo da pandemia.

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«É de enorme importância criar ou reforçar os serviços de psicologia e de saúde das instituições de ensino superior, garantindo apoio psicológico, programas para a promoção do bem-estar psicológico ou consultas de psicologia», afirmou a governante.

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Numa das suas primeiras intervenções enquanto ministra da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior, Elvira Fortunato falava na apresentação de um programa da Fundação Luso-Americana para o Desenvolvimento (FLAD) e da Ordem dos Psicólogos, para apoiar estudantes do ensino superior.

Lançado hoje, o objectivo é apoiar o desenvolvimento de projectos que contribuam para uma menor incidência dos problemas de saúde mental entre os estudantes, agravados durante a pandemia COVID-19.

Com um financiamento até 100 mil euros, o programa vai apoiar durante um ano lectivo três projectos, um dos quais obrigatoriamente no interior do país, que impliquem a contratação de um psicólogo.

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«Tenho as maiores expectativas nesta iniciativa», elogiou a ministra, considerando que se trata de «uma oportunidade crucial para intervir nos casos já detetados entre os estudantes do ensino superior, mas também para travar o escalar de situações que podem ser previamente prevenidas».

De acordo com dados recentes, citados e repetidos durante a sessão de apresentação do programa, cerca de um quarto dos estudantes universitários mostra sinais de depressão e metade apresenta sintomas moderados ou graves de ansiedade.

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«É com compreensão que olho para estes dados», admitiu Elvira Fortunato, defendendo que a importância da saúde mental tem de começar a refletir-se de forma mais expressiva dentro das instituições de ensino superior, desde logo através da promoção da literacia nesta área.

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Questionada sobre se esta seria uma prioridade do novo executivo, a governante reconheceu que o tema é muito importante para si, assumindo o compromisso de, pelo menos, tentar que haja esse reforço do apoio psicológico nas universidades.

As candidaturas ao programa da FLAD e da Ordem dos Psicólogos vão estar abertas até 19 de Junho e um mês depois serão conhecidos os projectos seleccionados para receber o apoio no ano lectivo 2022/2023.

Podem candidatar-se projectos desenvolvidos por serviços de psicologia ou por serviços de saúde das instituições de ensino superior que incluam pelo menos um psicólogo. O objectivo é que contribuam para a promoção da literacia em saúde mental e o desenvolvimento de competências socioemocionais.

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«Não há saúde sem saúde mental e a FLAD quer contribuir ativamente para uma sociedade mais saudável e mais capaz de responder aos desafios do mundo actual», sublinhou a presidente da fundação, Rita Faden.

Da parte da Ordem dos Psicólogos, o bastonário, Francisco Miranda Rodrigues, destacou o potencial impacto do programa, não só na vida e no bem-estar dos estudantes, mas na própria cultura das instituições de ensino superior, com a valorização das competências socioemocionais.

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