A empresa J3LP, dedicada ao polimento de peças metálicas, que está instalada no Fundão, vai abrir este ano uma nova unidade na Guarda e criar 40 postos de trabalho logo no início da actividade.
Segundo Paulo Nobre, director-geral da empresa, numa primeira fase, a unidade vai funcionar num pavilhão alugado, no Parque Industrial da Guarda, com dois mil metros quadrados de área.
A previsão de arranque da área produtiva «será a partir do mês de Novembro, com 40 pessoas» e depois, progressivamente, ao longo dos anos, o objectivo é «aumentar os efectivos até 150, pelo menos».
Paulo Nobre, que falava aos jornalistas, no final de uma reunião com o presidente da Câmara Municipal da Guarda, Sérgio Costa, e com a vereadora com o pelouro da economia, Diana Monteiro, referiu que, no futuro, o projeto «poderá não passar somente por um aluguer de um pavilhão», mas poderá incluir instalações próprias, como já aconteceu no Fundão.
O empresário explicou que a empresa arrendou um pavilhão e vai fazer um investimento de 1,5 milhões de euros em equipamento e em obras de adaptação às funções.
A empresa podia ter optado por outras zonas da região, mas a opção pela Guarda foi tendo em conta a «dinâmica» que existe ultimamente na cidade mais alta do país, disse o responsável.
A J3LP está instalada no Fundão desde 2005, emprega 362 pessoas, trabalha para «as maiores marcas de luxo a nível mundial» e factura uma média de 11 milhões de euros por ano.
A empresa tem como principal cliente a marca francesa Hermés e vai produzir artigos de marroquinaria (acessórios de carteiras de senhora, fivelas para cintos, braceletes, brincos, pendentes, etc.) e de bijutaria, adiantou Paulo Nobre.
O presidente da Câmara Municipal da Guarda, Sérgio Costa (Movimento Pela Guarda), valorizou a aposta que a empresa vai fazer no concelho, considerando tratar-se de «uma grande prenda de verão» do primeiro ano de mandato autárquico.
«Este investimento é para nós, para a Guarda, para a Câmara Municipal da Guarda, para todo o concelho, muito importante», afirmou.
O autarca admitiu que o concelho vai criar empregabilidade num novo setor que não existia na Guarda, que já tem «vários clusters», nomeadamente nos sectores do automóvel, da logística e agroalimentar.
«Estamos muito satisfeitos com a escolha da empresa», disse aos jornalistas.
Segundo Sérgio Costa, o executivo que lidera «está muito grato» à empresa pela escolha da cidade na estratégia para aumentar o volume de negócios.
«Todo o investimento é sempre bem-vindo à nossa cidade e ao nosso concelho», concluiu.














