O chamado futuro da Internet ainda não chegou, mas vai surgir em breve e está a ser desenvolvido no metaverso, com os early adopters a dizerem que é o momento de se juntar, avança a Euronews. As estimativas sobre o valor do mercado do metaverso nos próximos 15 anos variam, globalmente, entre os 10 e os 30 biliões de euros, evidenciando o enorme potencial da nova plataforma. E, segundo a Euronews, o Dubai conta tornar-se líder mundial.
Num artigo divulgado recentemente, a estratégia Metaverso Dubai quer, até 2030, aumentar o contributo do sector para a economia para 4 mil milhões de euros. Desde a criação de empregos, à melhoria das tendências tecnológicas e abertura a oportunidades de negócio, o plano é impulsionar a economia.
A estratégia pretende implementar tecnologias de metaverso que possam ajudar a melhorar o desempenho dos cirurgiões residentes em 230% e aumentar a produtividade dos engenheiros em 30%, além de ajudar 42 mil empregos a tornar-se virtuais.
Investigadores revelam que, até 2026, um quarto da pouplação passará pelo menos uma hora por dia no metaverso a trabalho, para fazer compras, por motivos de educação, socialização ou entretenimento.
Jérémy Denisty, managing partner para o Médio Oriente e Norte de África na Scopernia, empresa sediada no Dubai que ajuda marcas e organizações a entender novas tecnologias e a aproveitar oportunidades para alcançar os consumidores, revelou que a grande área de interesse actualmente é o metaverso.
«Ao criar algo, passamos a ser os donos. Se comprarmos uma camisa para um avatar é possível revendê-la a outra pessoa. Se quiser comprar uma propriedade, pode depois vendê-la», sublinhou.
«Significa novos modelos de negócios, novas formas de as pessoas investirem, novas formas de as pessoas construírem modelos de negócio. Então, está claro que é preciso uma estratégia para isso. Afecta pessoas como todos nós, mas também organizações. Abre um novo mundo de possibilidades.»
Briar Prestidge, directora-executiva e fundadora do Prestidge Group, afirma que descrever o metaverso neste momento é um pouco como descrever a Internet na década de 90. Recentemente, passou 48 horas no metaverso para aprender mais sobre realidade virtual, sobre o que as marcas estão a fazer e sobre o que está disponível nas plataformas.
«Como empreendedora tento sempre estar focada no futuro com o meu negócio. Na minha perspectiva, a Web 3.0 e o metaverso são apenas a próxima continuação da Internet. Assim, todas as empresas, na minha opinião, tornar-se-ão uma empresa da Web 3.0.»
No início deste ano, a Autoridade Reguladora de Activos Virtuais do Dubai tornou-se o primeiro regulador do mundo com o objectivo de fornecer um enquadramento para que as entidades financeiras operem no metaverso, incluindo, entre outros, os serviços bancários e estatais, demonstrando o compromisso em se tornar um player-chave no mundo virtual.














