Câmara de Lisboa alarga apoios a empresários em nome individual afectados pelas cheias

Human Resources com Lusa
16 de Março 2023 | 18:40
Câmara de Lisboa alarga apoios a empresários em nome individual afectados pelas cheias

A Câmara de Lisboa aprovou a alteração ao programa Recuperar + de apoio ao comércio afectado pelas cheias em Dezembro para incluir empresas e empresários em nome individual com volume de negócios até dois milhões de euros.

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«Entendemos aumentar a abrangência do programa Recuperar + Economia | Cheias, permitindo agora que empresas e empresários em nome individual com volume de negócios até dois milhões de euros se candidatem a este apoio a fundo perdido (antes 500 mil euros)», indicou o vereador da Economia, Diogo Moura, numa declaração enviada à Lusa.

Em reunião privada do executivo camarário, a proposta de submeter à Assembleia Municipal de Lisboa a alteração ao Recuperar +, de apoio à actividade económica sobre os efeitos das cheias que assolaram o concelho de Lisboa nos dias 7, 8, 13 e 14 de Dezembro de 2022, foi viabilizada por unanimidade.

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Além de alargar o leque de possíveis beneficiários, a proposta aumenta a percentagem comparticipada a fundo perdido pelo investimento na recuperação e reabertura dos estabelecimentos, passando de 20% para 50%, com o limite máximo de 10 mil euros de apoio por estabelecimento.

Também é prorrogado o prazo máximo para apresentação de candidaturas, de 31 de Março para «até ao fim do mês de Abril», e passam a ser considerados válidos os comprovativos de pagamento de 25% da factura, em vez de ser a totalidade da mesma, «procurando apoiar as empresas e empresários que regularizam o pagamento das facturas em prazos mais alargados».

O vereador da Economia disse que este programa se mantém importante «por ser o único implementado até agora de ajuda aos comerciantes afectados pelas cheias, num momento em que estes enfrentam dificuldades nas respostas sobre indemnizações e coberturas de seguro que possibilitam verbas para investimento».

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Após aprovação da proposta em assembleia municipal, a câmara pretende fazer nova campanha de comunicação e divulgação junto dos comerciantes, com o apoio da União de Associações do Comércio e Serviços (UACS) e Associação da Hotelaria, Restauração e Similares de Portugal (AHRESP), para garantir mais apoios ao tecido comercial.

Segundo a proposta de alteração do programa Recuperar + de apoio ao comércio afectado pelas cheias, «a análise ao levantamento dos danos levados a cabo pela Câmara Municipal de Lisboa permitiu perceber a existência de um número relevante de empresas e empresários em nome individual afectados e que não se encontravam abrangidos pelos termos iniciais do programa».

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De acordo com a câmara, o programa Recuperar + contabiliza 79 candidaturas recebidas, das quais foram já analisadas 74, verificando-se que «são 63 empresas e 11 ENI (empresários em nome individual); 26 candidaturas estão a aguardar esclarecimentos ou documentação por parte dos candidatos; sete candidaturas em análise técnica – em validação técnica para processamento do pagamento; e sete indeferimentos (candidaturas que não cumpriam os critérios de elegibilidade)».

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Relativamente aos pagamentos efectuados, o valor já atribuído é de 40.857,68 euros para 34 candidaturas, o que representa «cerca de 46% das candidaturas submetidas», indicou o município.

A dotação deste programa é de 740 mil euros, mas há disponibilidade para, se necessário, essa verba ser reforçada por deliberação da Câmara Municipal de Lisboa (CML). O prazo inicial de candidaturas era até 31 de Janeiro, mas foi prorrogado, primeiro para 31 de Março e agora para até ao fim do mês de Abril.

Na reunião, os vereadores do PCP solicitaram os relatórios de execução e questionaram a «baixa execução do programa». A vereação do BE acusou o presidente da câmara, Carlos Moedas, de ter «falhado totalmente no apoio às famílias e empresas vítimas das cheias de Dezembro passado», referindo que há «uma profunda descoincidência entre a retórica e a prática».

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«Carlos Moedas anunciou em 7 de Janeiro um prejuízo de 15 milhões de euros a famílias e empresas. Foram votados pela CML um apoio de 740 mil euros para as empresas e de 2,2 milhões de euros para as famílias. Mas três meses depois do mau tempo foram apenas apoiadas 64 famílias e 74 empresas, com um valor de apoio total de 0,04% do montante aprovado», expôs o BE, em comunicado, voltando a exigir que os apoios sejam instruídos através das juntas de freguesia.

No início de Janeiro, a câmara revelou que foi contabilizado «um prejuízo total de 49 milhões de euros» após as chuvas fortes que ocorreram entre 7 e 14 de Dezembro, nomeadamente 34 milhões de euros (70%) de danos em equipamentos e infraestruturas públicas da cidade e 15 milhões de euros (30%) relativamente a estragos em actividades económicas, comércio e serviços e habitações privadas.

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