Indicadores de pobreza na deficiência são mais favoráveis do que em 2015

Human Resources com Lusa
18 de Dezembro 2023 | 07:50
Indicadores de pobreza na deficiência são mais favoráveis do que em 2015

O Governo defendeu que a criação da prestação social para a inclusão retirou muitas pessoas com deficiência do risco de pobreza, afirmando que Portugal apresenta actualmente «indicadores bem mais favoráveis» do que em 2015.

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«As políticas sociais que criámos na área da deficiência desde 2015, e com especial incidência desde 2017, com a criação da prestação social para inclusão, veio efectivamente retirar muitas pessoas da situação de pobreza e do risco de situação de pobreza», adiantou à agência Lusa a secretária de Estado da Inclusão, Ana Sofia Antunes.

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A governante falava sobre os resultados do projecto Equal, promovido pelo Observatório da Deficiência e Direitos Humanos (ODDH) e pelo Centro Interdisciplinar de Estudos do Género do ISCSP – Universidade de Lisboa, que analisou o período entre 2015 e 2022.

De acordo com Ana Sofia Antunes, a taxa de risco de pobreza tem apresentado um decréscimo.

«Face àquilo que se verificava em 2015, é uma evolução, porque nós baixámos a taxa de incidência do risco da pobreza na população com deficiência. Se actualmente a diferença entre a população sem deficiência e com deficiência é de 26 pontos percentuais, anteriormente era de 30, e, portanto, nós conseguimos recuperar», salientou.

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A secretária de Estado da Inclusão referiu que se deve olhar para a questão após as transferências sociais.

«O que nós vemos é que o diferencial entre a taxa de risco de pobreza na população com deficiência, que é de 20%, e a taxa da população, que é de 14%, é um diferencial de apenas 6%. Com o dado acrescido de que, nas prestações da deficiência, recuperámos 42% o risco de pobreza e na população sem deficiência recuperámos 21%», observou.

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Ana Sofia Antunes recordou que para a área da deficiência foram aprovados 620 milhões euros no Orçamento do Estado (OE) para 2024, mais 400 milhões de euros do que em 2015.

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«E, se começámos com 73 mil destinatários destas prestações, actualmente temos 144 mil. Esta é a diferença que podemos apontar aqui na área da questão da pobreza e da taxa da incidência da taxa de pobreza. (…) Nós, Portugal, estamos 4,8 pontos percentuais abaixo da média da taxa de pobreza na União Europeia», sublinhou.

À Lusa, a governante exaltou as 28.322 colocações no mercado de trabalho apoiadas pelo Instituto de Emprego e Formação Profissional nos últimos oito anos.

«Abarca o sector privado, o sector público. (…) Quando olhamos para o sector privado (…), o que nós vemos é que, nos últimos anos, as contratações foram mais baixas. Temos 5170 contratações reportadas, das quais 1500 foram no último ano. Conseguimos contabilizar um total de 13.700 ofertas de empresas privadas para a contratação de pessoas com deficiência nos últimos três anos», referiu.

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Sobre o novo Regime do Maior Acompanhado, Ana Sofia Antunes disse que o Governo tem vindo a fazer, com o Centro de Estudos Judiciários, formações destinadas aos juízes e aos magistrados do Ministério Público, com o Conselho Superior do Ministério Público, para que melhor se possa proceder à sua implementação.

Em relação à segregação de alunos, a secretária de Estado afirmou que «Portugal é um país que só tem de se orgulhar», destacando que 97% dos estudantes com deficiência estão integrados nas escolas regulares.

«As falhas concentram-se especialmente naqueles grupos de alunos que foram os mais recentes a transitar para a escola regular, ou seja, a deixar as escolas segregadas e a passar para as escolas regulares. (…) O desafio grande neste momento é ainda com o grupo que mais recentemente transitou para a escola regular, e foi o grupo dos alunos com deficiência intelectual e com autismo. É aqui que o nosso grande desafio ainda se concentra», frisou.

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