Portugueses estão cada vez mais insatisfeitos com instituições bancárias tradicionais. E a consequência já é visível

Margarida Lopes
21 de Janeiro 2024 | 12:00
Portugueses estão cada vez mais insatisfeitos com instituições bancárias tradicionais. E a consequência já é visível
O estudo realizado pela instituição de pagamentos Nickel, em conjunto com a agência independente DATA E, sobre os hábitos financeiros dos portugueses, revelou uma crescente insatisfação dos consumidores com as instituições bancárias tradicionais.
Os resultados revelam que um número crescente de cidadãos portugueses procura alternativas inovadoras, como os bancos online, concluindo que 73% dos participantes planeiam, no futuro, aderir a instituições financeiras digitais.
Este estudo contou com a participação de 1040 indivíduos de várias regiões do País, com idades compreendidas entre os 18 e os 64 anos, e mostra ainda que seis em cada 10 portugueses são clientes de mais do que um banco.
A pesquisa demonstrou que, quando consideram mudar de banco, os consumidores dão prioridade a estruturas de preços simples, à proximidade das agências e ao acesso rápido a cartões e a um IBAN (International Bank Account Number). Surpreendentemente, 37% dos inquiridos revelaram que não mudam de banco há mais de cinco anos.
No entanto, a insatisfação com os aspectos operacionais da banca tradicional surge como um catalisador proeminente para os clientes que procuram alternativas. Mais de metade dos inquiridos manifestou insatisfação com o horário bancário convencional e 77,9% consideraram vantajosa a realização de transacções financeiras em lojas de comércio local, devido à sua localização conveniente e ao horário de funcionamento alargado.
O imediatismo da abertura de uma conta, a obtenção de um IBAN e a recepção de um cartão de débito, com a conveniência de efectuar depósitos e levantamentos em lojas locais, foram destacados como factores-chave que influenciam os clientes a procurar alternativas aos modelos bancários tradicionais.
 
Para os que estão a pensar mudar de banco (58%), 16% destes identificaram os custos de manutenção da conta como a principal motivação. Esta tendência sublinha a crescente consciencialização dos consumidores para a importância de preços transparentes e o desejo de uma experiência bancária que corresponda às suas necessidades em constante evolução.
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