O Japão quer criar um tipo de visto para permitir que profissionais estrangeiros que trabalham de forma remota, os chamados nómadas digitais, possam passar mais tempo no país, anunciou o Governo.
O novo visto vai permitir que nómadas digitais residam no Japão por um período de até seis meses, o dobro do tempo actualmente permitido pelos vistos de turista e de curto prazo, sublinhou a Agência de Serviços de Imigração japonesa.
Os requisitos vão incluir residentes em um dos 49 países e territórios com os quais o Japão tem acordos de isenção de visto para visitas de curta duração e tratados fiscais, nos quais se incluem Portugal e Brasil.
O candidato, que pode levar cônjuge e filhos para o Japão, terá ainda de usufruir de um rendimento anual superior a 10 milhões de ienes (cerca de 62.800 euros).
Os nómadas digitais «podem tornar-se uma fonte de inovação», disse o ministro da Justiça japonês, Ryuji Koizumi, em conferência de imprensa. «Embora muitos países estejam a fazer esforços para atrair [nómadas digitais], esperamos que estas pessoas também trabalhem no Japão», acrescentou.
As empresas japonesas há muito que pedem ao Executivo que amplie as medidas para atrair este tipo de profissionais. A Agência de Serviços de Imigração japonesa estimou que existem cerca de 35 milhões de nómadas digitais em todo o mundo, principalmente jovens da Europa e das Américas.
Em 2023, o Governo indicou que estava a considerar aumentar a duração das estadias como parte política de crescimento económico, no quadro da estratégia de redistribuição da riqueza defendida pelo primeiro-ministro japonês, Fumio Kishida.
O Governo vai abrir uma plataforma para permitir ao público dar a opinião sobre o plano, tendo em vista a introdução do novo visto ainda durante o corrente ano fiscal, que termina a 31 de Março.














