De acordo com o mais recente estudo “European office research” da Savills a ocupação de escritórios na Europa atingiu 1,6 milhões de m2 no segundo trimestre de 2024, um aumento de 9% face ao período homólogo, elevando a absorção no primeiro semestre de 2024 para 3,7 milhões de m2, um aumento de 5% face ao primeiro semestre de 2023, embora 7% abaixo da média dos últimos cinco anos.
As transações de investimento em escritórios europeus no primeiro semestre de 2024 atingiram os 14,1 mil milhões de euros, o que representa uma quebra de 21% em termos homólogos. O Reino Unido continuou a dominar a actividade, com uma quota de 29% dos volumes de investimento em escritórios europeus, 24% acima da média dos últimos cinco anos.
De acordo com a Savills, as cidades que reportaram uma ocupação superior à média dos últimos cinco anos no primeiro semestre de 2024 incluem Praga, Lisboa, Londres, Barcelona e Madrid com 45%, 40%, 25%, 11% e 9%, respectivamente.
Frederico Leitão de Sousa, head of Offices da Savills Portugal, comenta. «neste primeiro semestre de 2024, o mercado de escritórios em Lisboa revelou um crescimento acentuado no take-up. Os números revelam que Lisboa continua a ser uma cidade de eleição para muitas empresas com grandes planos de crescimento, pelo que continuará a apresentar resiliência e potencial de crescimento a nível qualitativo e quantitativo. É de esperar que o mercado na capital continue em grande transformação devido aos vários projectos de qualidade em pipeline que irão satisfazer a crescente procura e a sua respectiva exigência por qualidade.»
As taxas de escritórios não ocupados na Europa aumentaram marginalmente de 8,6% para 8,8% durante o segundo trimestre de 2024, em parte devido ao regresso de alguns espaços secundários ao mercado. Os principais mercados continuam a registar as taxas de disponibilidade mais baixas, com Paris e as principais cidades alemãs a permanecerem abaixo dos 6%. A renda média dos escritórios prime na Europa aumentou 2,4% nos últimos doze meses.
Em termos de absorção por sector, a Savills concluiu que no primeiro semestre de 2024 o sector bancário, segurador e financeiro assumiu a maior fatia da atcividade de leasing, com 25%, 17% acima no primeiro semestre de 2023, nomeadamente devido aos grandes centros financeiros europeus, incluindo a City de Londres, que subiu de 26% para 34%. O sector dos serviços foi o segundo grupo mais movimentado, no entanto, a actividade reduziu para 22% no primeiro semestre de 2024 em relação aos 28% no primeiro semestre de 2023, seguido pelo sector tecnológico com 13%.
A Savills concluiu que as elevadas taxas de juro continuam a restringir as transações de investimento em escritórios europeus. As transações de investimento em escritórios europeus no primeiro semestre de 2024 atingiram os 14,1 mil milhões de euros, uma quebra de 21% em termos homólogos e uma diminuição de 60% face à média do primeiro semestre dos últimos cinco anos que foi de 36 mil milhões de euros.
O Reino Unido continua a dominar a actividade com uma quota de 29% dos volumes de investimento em escritórios na Europa, 24% acima da média dos últimos cinco anos. A yield média dos escritórios prime na Europa permaneceu estável em termos trimestrais, nos 4,9%, durante o segundo trimestre de 2024. A yield dos escritórios em Viena aumentou 25 pontos base, o que, juntamente com um movimento de 50 pontos base em Paris La-Défense, constituíram os únicos mercados que registaram um movimento das yields durante o trimestre. Desde o primeiro trimestre de 2022, a yield dos escritórios prime aumentou em média 157 pontos base.
Tendo estes dados em consideração a generalidade dos escritórios europeus permanece em território de fair-value, embora Oslo (4,75%) e Madrid (4,90%) apareçam como os mercados mais subvalorizados relativamente às yields das obrigações soberanas. No outro extremo do espectro observou-se em Lisboa, Bucareste e Copenhaga um reduzido movimento das yields prime em comparação com as yields soberanas. A diferença entre as yields médias do mercado e as yields calculadas manteve-se estável numa base trimestral.














