Eduardo Caria, Grupo Ageas Portugal. Adaptação e gestão de talentos: trabalho híbrido veio para ficar, mas exige adaptações e foco nas pessoas

Human Resources
18 de Setembro 2024 | 13:20
Eduardo Caria, Grupo Ageas Portugal. Adaptação e gestão de talentos: trabalho híbrido veio para ficar, mas exige adaptações e foco nas pessoas

Eduardo Caria, director de Pessoas e Organização do Grupo Ageas Portugal, afirma que «o formato híbrido oferece o melhor equilíbrio para os colaboradores, mantendo a cultura, a dinâmica das equipas e da organização».

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«O 54.º barómetro da Human Resources reflecte as tendências e desafios actuais das empresas em Portugal, que também tenho observado. Recentemente, tenho ponderado sobre o modelo de trabalho mais adequado para a nossa organização. Acredito que o formato híbrido oferece o melhor equilíbrio para os colaboradores, mantendo a cultura, a dinâmica das equipas e da organização (no Grupo Ageas Portugal adoptamos três dias no escritório e dois em regime remoto, sem obrigatoriedade de dias específicos).

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Este modelo está alinhado com o estudo, que revela uma preferência por mais dias de trabalho presencial (37%), mostrando a procura de equilíbrio entre a flexibilidade do trabalho remoto e as interacções presenciais. Contudo, 65% das empresas mantêm o modelo que vigora actualmente, sugerindo uma consolidação das políticas em vigor. Além disso, 43% dos colaboradores avaliam positivamente o trabalho presencial, enquanto 33% mostram resistência, sublinhando a necessidade de equilíbrio.

Quanto à gestão de talentos, 70% das empresas estão focadas em atrair e reter colaboradores de várias faixas etárias, com práticas inclusivas e diversificadas; 50% das organizações dá ênfase à formação contínua. Um dado preocupante é que o estudo considera que apenas 45% dos jovens saem do sistema educativo com as competências exigidas pelo mercado, destacando a necessidade de maior articulação entre a educação e as empresas. A escassez de soft skills (42%) reforça a urgência de investir na formação contínua. Estou convicto de que as organizações devem privilegiar o desenvolvimento dos colaboradores (é uma responsabilidade com as mesmas e com o futuro da organização), aliado à responsabilidade individual de cada um, de se manterem actualizados para enfrentar os desafios futuros.

Os resultados do barómetro destacam a importância de políticas de trabalho flexíveis, educação contínua e gestão inclusiva de talentos para enfrentar os desafios do mercado laboral actual.»

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Este testemunho foi publicado na edição de Agosto (nº.164) da Human Resources, no âmbito da LIV edição do seu Barómetro.

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