Fundação Santander Portugal atribui 300 bolsas para apoiar futuros professores do terceiro ciclo e ensino secundário

Margarida Lopes
14 de Maio 2025 | 17:20
Fundação Santander Portugal atribui 300 bolsas para apoiar futuros professores do terceiro ciclo e ensino secundário

A Fundação Santander Portugal lançou um programa de 300 bolsas para apoiar futuros professores. Com o objectivo de combater a escassez de docentes em Portugal e fortalecer a Educação, as bolsas são destinadas a estudantes do primeiro ano de mestrado em ensino para leccionarem o terceiro ciclo e secundário.

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Cada bolsa tem um valor de 750 euros, destinando-se a comparticipar os encargos habituais dos estudantes universitários, garantindo que os obstáculos financeiros não impeçam estudantes com vocação para o Ensino de prosseguir a sua formação.

As candidaturas decorrem até 31 de Outubro na plataforma Santander Open Academy.

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As bolsas serão atribuídas com base nas zonas com maior carência de professores. Além disso, será dada prioridade a estudantes deslocados, garantindo que aqueles que precisam de estudar fora da área de residência tenham apoio financeiro para ingressar na carreira docente.

Com esta iniciativa, a Fundação Santander complementa as medidas já anunciadas pelo Ministério da Educação, que preveem a atribuição de até 2500 bolsas de estudo a estudantes de licenciatura e mestrado na área de Educação Básica.

Para Inês Rocha de Gouveia, responsável da área de Universidades e administradora da Fundação Santander, «esta é também uma forma de valorizar a profissão de docente e apoiar aqueles que escolhem um caminho essencial para as próximas gerações. Sabemos que o professor certo pode fazer a diferença na vida dos alunos e queremos muito contribuir para aumentar o número de bons professores em Portugal.»

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Tendo em conta as previsões de evolução do corpo docente, a iniciativa da Fundação Santander Portugal procura responder a uma necessidade concreta do sistema educativo. Até 2030, prevê-se que cerca de 30 mil professores se vão reformar. Sem o reforço das actuais medidas, isto poderá resultar, num prazo de cinco anos, numa escassez generalizada de docentes em quase todas as disciplinas e níveis de ensino, com exceção da Educação Física. As regiões de Lisboa e Vale do Tejo, Alentejo e Algarve são as mais afecctadas, com disciplinas essenciais do currículo entre as mais prejudicadas.

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