Já ouviu falar em job cuffing? 72% dos colaboradores fazem-no (sem saber)

Human Resources
14 de Agosto 2025 | 09:40
Já ouviu falar em job cuffing? 72% dos colaboradores fazem-no (sem saber)

Permanecer num emprego que já não satisfaz, por medo do desconhecido ou do desemprego, é uma realidade para muitos colaboradores. Este fenómeno tem um nome: “job cuffing”. De acordo com um estudo recente, 72% dos trabalhadores têm esse comportamento sem sequer se aperceberem, revela o The Body Optimist.

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O job cuffing refere-se à atitude dos colaboradores que permanecem nos seus cargos, apesar da falta de realização ou interesse, simplesmente por segurança. Preferem a estabilidade a correr riscos, especialmente em tempos de incerteza económica. Este comportamento manifesta-se frequentemente num engagement mínimo, sem desejo de crescimento ou mudança, apenas para evitar as dificuldades associadas à procura de um novo emprego.

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Por que razão afecta tantos colaboradores?

De acordo com os especialistas, esta aversão ao risco deve-se ao medo do desemprego, de um mercado de trabalho precário ou de uma percepção errada das oportunidades disponíveis. Muitos colaboradores mantêm-se “algemados” aos seus empregos, acreditando que não existem alternativas viáveis. No entanto, muitos sectores continuam a recrutar e as vagas continuam disponíveis devido à falta de candidatos.

As consequências do job cuffing

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Embora o job cuffing possa parecer reconfortante a curto prazo, revela-se prejudicial no longo prazo. Os colaboradores estão expostos à perda de motivação, à sensação de exaustão e até ao risco de burnout. Para a empresa, resulta numa quebra de produtividade, num ambiente de trabalho negativo e na falta de inovação.

Para quebrar este círculo vicioso, recomenda-se alargar a visão do mercado de trabalho, conhecer os sectores em crise e dialogar com os superiores. Os empregadores também têm um papel a desempenhar, promovendo a mobilidade interna, a capacitação e um clima de bem-estar propício ao crescimento profissional.

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