Profissões do futuro: há 96 novos empregos que vão surgir até 2022

Um estudo publicado no início do ano pelo Fórum Económico Mundial, no âmbito da Plataforma para Moldar o Futuro da Nova Economia e Sociedade, revela quais serão as “profissões de amanhã”. Há 96 novos empregos que surgirão como reflexo das tendências de digitalização e humanização.

 

Quarta Revolução Industrial está a criar a procura de milhões de novos empregos, com vastas oportunidades para satisfazer o potencial e as aspirações das pessoas. No entanto, para transformar essas oportunidades em realidade, é necessário novas fontes de dados e abordagens inovadoras para entender os empregos e as competências emergentes, bem como para autorizar acções eficazes e coordenadas em larga escala em todo o mundo.

O presente relatório analisa profundamente a “caixa negra” da nova criação de emprego, avaliando a mudança do emprego para as profissões emergentes do futuro, as razões por detrás disso e que competências serão exigidas por essas profissões.

A análise apresentada neste relatório baseia-se em métricas inovadoras criadas numa parceria entre o New Metrics CoLab do Fórum Económico Mundial (FEM) na sua Plataforma para a Nova Economia e Sociedade e data scientists de três empresas parceiras: Burning Glass Technologies, Coursera e LinkedIn. Através dessas colaborações, o relatório fornece informações sobre oportunidades emergentes de emprego na economia global, além de pormenores exclusivos sobre os conjuntos de competências necessárias para aproveitar essas oportunidades.

 

Principais resultados
– A necessidade de factores “digitais” e “humanos” está a impulsionar o crescimento das profissões do futuro. Sete grupos profissionais principais estão a surgir em conjunto. Por um lado, reflectem a adopção de novas tecnologias, dando origem a uma maior necessidade de empregos na Economia Ecológica, cargos na vanguarda da Economia de Dados e Inteligência Artificial (IA), bem como novos cargos na Engenharia, Cloud Computing e Desenvolvimento de Produtos.

Por outro lado, as profissões emergentes também reflectem a importância contínua da interacção humana na nova economia, dando origem a uma maior necessidade de empregos na Economia de Apoio; cargos em Marketing, Vendas e Conteúdos; bem como cargos na vanguarda das Pessoas e Cultura.

De facto, o futuro do trabalho mostra necessidade de uma ampla variedade de competências que correspondem a essas oportunidades profissionais, incluindo competências técnicas disruptivas, mas também competências especializadas do sector e competências básicas empresariais.

 

– Existem sete grupos profissionais emergentes e 96 empregos do futuro dentro deles, que variam no seu ritmo individual de crescimento e na escala de oportunidades de emprego que oferecem em conjunto. Como um recurso inovador deste relatório, a “escala de oportunidades profissionais” é avaliada como o número de oportunidades de emprego oferecidas pelo conjunto profissional para cada 10 mil oportunidades de emprego oferecidas no mercado de trabalho global. Por outras palavras, somos capazes de avaliar a crescente importância dos nossos sete grupos profissionais emergentes em relação ao mercado de trabalho em geral. Calculamos que, em 2020, os conjuntos profissionais em destaque representem 506 em cada 10 mil oportunidades de emprego – até 2022, essa quota terá aumentado para 611 em cada 10 mil oportunidades de emprego.

 

– O crescimento desses grupos e empregos é maior entre os cargos de apoio e menor entre as profissões ecológicas. Com base em análises anteriores do relatório “O Futuro dos Empregos”, do Fórum Económico Mundial de 2018, que prevê 133 milhões de novos empregos no período 2018-2022 como base, as profissões emergentes do futuro analisadas neste relatório serão responsáveis, globalmente, por 6,1 milhões de oportunidades em 2020-2022.

De acordo com estas suposições, se as tendências actuais de crescimento persistirem, estas profissões emergentes proporcionarão 1,7 milhões de novos empregos em 2020 – e esse número verá um aumento significativo de 51% para 2,4 milhões de oportunidades até 2022.

No total, nos próximos três anos, 37% das oportunidades de emprego previstas em profissões emergentes estarão na Economia de Apoio; 17% em Vendas, Marketing e Conteúdos; 16% em Data e IA; 12% em Engenharia e Cloud Computing; e 8% em Pessoas e Cultura. As previsões actuais para as profissões ecológicas permanecem baixas, com 117 200 vagas (1,9%) previstas para o período de 2020 a 2022.

 

– Os empregos do futuro de maior crescimento abrangem os sete conjuntos de profissões. As funções com maior taxa de crescimento em empregos de grande quantidade incluem especialistas em inteligência artificial, transcritores médicos, cientistas de dados, especialistas em sucesso de clientes e engenheiros “full stack” (que actuam em diversas fases do projecto).

Nos empregos de baixa quantidade, o maior crescimento ocorre nos técnicos de sistemas de produção de biogás em aterros, assistentes de redes sociais, técnicos em serviços de turbinas eólicas, marketers ecológicos e “growth hacker” (especialistas em marketing de crescimento).

 

– As competências com maior procura exigidas nesses conjuntos profissionais emergentes abrangem tanto as competências técnicas como as multifuncionais. A crescente necessidade de profissões de alto crescimento impulsionou ainda mais o conjunto de competências distintas que apoiam esses sete conjuntos profissionais e a sua promessa de crescimento e prosperidade na nova economia.

Essas competências sob procura podem ser divididas em cinco grupos distintos de competências: competências empresariais, competências especializadas do sector, competências gerais e soft skills, competências tecnológicas de base e competências tecnológicas disruptivas.

Embora alguns conjuntos profissionais – como Dados e IA e Engenharia e Cloud Computing – exijam um forte conhecimento em tecnologias digitais, outras profissões de alto crescimento enfatizam mais as competências profissionais ou as competências especializadas do sector.

 

Leia o artigo na íntegra na edição de Junho (nº. 114)  da Human Resources, nas bancas.

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