Hong Kong é a região mais inteligente do mundo. E Portugal, que lugar ocupa no ranking?

Tânia Reis
13 de Setembro 2025 | 21:20

Como se mede a inteligência de um país? A TradingPlatforms analisou os resultados mais recentes do PISA 2022 da OCDE em Ciências, Matemática e Leitura em 77 países, combinando-os com a produção nacional de publicações científicas e as pontuações médias de QI para criar um ranking global abrangente de “inteligência”.

Hong Kong ocupa o primeiro lugar no ranking global de inteligência (94/100), impulsionado por uma média de 520 pontos no PISA para leitura, ciências e matemática entre os jovens de 15 anos em 2022. O QI médio de Hong Kong em 2024 era de 107,06, o segundo mais elevado do mundo entre as 77 nações estudadas, a seguir a Singapura (QI de 107,10). Investigadores de universidades locais contribuíram com 4.127 publicações científicas ao longo de 2024, o que representa uma produção científica substancial, atingindo os 548,5 artigos científicos por milhão de habitantes.

Portugal surge em 29.º lugar. Com uma média de 477,7 pontos no PISA e um QI médio de 99,34 em 2024, regista apenas 737 publicações científicas ao longo de 2024, o que representa uma fraca produção científica.

Na Europa, a Suíça lidera o ranking como a nação mais inteligente do continente, com uma pontuação de inteligência de 72,2 em 100, seguida pela Islândia (59,1/100), Dinamarca (57,9/100), Finlândia (55,2/100) e Estónia (54,7/100).

Entre os 37 países europeus analisados, Portugal ocupa o 19.º lugar, com uma pontuação de inteligência de 44,1 em 100.

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Grande parte do Leste e Sudeste da Europa ocupa a metade inferior da tabela, com a Roménia (27,6/100), a Ucrânia (26,9/100) e a Moldávia (26,8/100) entre os países com pior desempenho.

Estes resultados destacam lacunas persistentes no investimento em investigação e na capacidade educativa em todo o continente. Um tema recorrente entre os países com melhor desempenho na Europa é a combinação de sistemas educativos fiáveis, ecossistemas de investigação bem estabelecidos e quadros políticos de apoio; em contraste, o financiamento desigual e a capacidade institucional limitada continuam a ser os principais impulsionadores da divisão regional.

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