1. CFO – 90.000€ – 150.000€/ ano
O Chief Finantial Officer (CFO) lidera e supervisiona a área financeira, assegurando a gestão diária e a estratégia de longo prazo. As suas funções abrangem desde o controlo do cash-flow e contabilidade até ao planeamento, gestão de riscos e conformidade.
Com um papel cada vez mais estratégico, o CFO atua também como conselheiro do director Executivo e do conselho de administração na tomada de decisões, avaliação de oportunidades de investimento e definição de objectivos financeiros da organização a longo prazo. Estabelece, também, uma relação com investidores e stakeholders financeiros baseada em transparência, rigor e credibilidade.
Este é, assim, um cargo que exige uma ampla experiência em gestão financeira, formação avançada em gestão e finanças, bem como competências técnicas diversificadas, como reporting e compliance, para além de soft skills como comunicação, liderança e pensamento estratégico. Por isso, trata-se de um perfil altamente especializado e qualificado, normalmente associado a uma remuneração elevada.
2. CTO/CIO – 70.000€ – 150.000€/ ano
Os Chief Technology Officer (CTO e Chief Information Officer (CIO) são cada vez mais funções essenciais para as empresas, num cenário cada vez mais dominado pela tecnologia. Esta liderança define a visão digital e tecnológica da organização, conduz projectos de modernização, supervisiona sistemas como ERPs e CRM, gere dados, soluções na Cloud, segurança digital e iniciativas de inovação.
Além de uma sólida base técnica, esta função exige a compreensão do negócio e capacidades de liderança, visão estratégica e comunicação, fundamentais para alinhar tecnologia e objectivos corporativos.
Em 2026, os desafios de transformação digital e tecnológico assumem cada vez mais impacto na rentabilidade e futuro das organizações, fazendo desta uma das funções mais bem valorizadas no mercado.
3. Director de Engenharia/director Técnico – 90.000 – 130.000€/ ano
A escassez de perfis seniores com experiência consolidada em liderança técnica continua a influenciar a oferta salarial associada ao cargo de director de Engenharia, ou director técnico. Este profissional é um líder sénior, responsável pela visão técnica, estratégia, execução e gestão de equipas e projectos de engenharia numa organização. Supervisiona orçamento, prazos e qualidade, combinando um elevado know-how técnico com fortes competências de liderança.
Esta é uma função que exige formação avançada, como licenciatura ou mestrado em Engenharia (electrotécnica, mecânica, civil, entre outras), vasta experiência em funções técnicas e de gestão de projectos e equipas, bem competências humanas como liderança, pensamento estratégico, resolução de problemas e comunicação.
Em Portugal há uma procura constante por estes perfis, com oportunidades em empresas de diversas dimensões, desde construtoras a multinacionais de tecnologia, com remunerações alinhadas com a experiência e o sector. Em paralelo, a escassez de perfis séniores com larga experiência impulsiona a subida dos salários nesta função.
4. Director de Investment Banking – 75.000€ – 120.000€/ ano
O director de Investment Banking lidera operações financeiras complexas, como fusões e aquisições (M&A), Ofertas Públicas Iniciais (IPO) e emissões de dívida, sendo responsável pela captação de novos negócios e pela gestão da relação com clientes corporativos e investidores. Com um forte foco comercial e estratégico, conduz avaliações e modelação financeira, supervisiona equipas de analistas e banqueiros juniores envolvidos na execução de negócios, para além de garantir a conformidade regulatória.
Este cargo que requer um mínimo de 10 a 15 anos de experiência, combinando expertise técnica e comercial com liderança, resiliência e fortes competências interpessoais, para poder liderar negócios complexos, gerir relacionamentos com clientes e orientar equipas num ambiente de alta pressão. A ampla experiência e especificidade do percurso profissional fazem deste um perfil muito bem remunerado no mercado.
5. CISO – 70.000€ – 120.000€/ ano
O Chief Information Security Officer (CISO) garante a segurança da informação de uma organização, protegendo dados, sistemas e infraestruturas contra eventuais ataques cibernéticos. Define a estratégia de cibersegurança e é o responsável por gerir risco, compliance regulatória (NIS2, CRA, ISO 27001), fornecedores e resposta a incidentes.
O aumento da frequência e da sofisticação dos ciberataques, aliado ao reforço crescente da regulamentação de segurança, tem vindo a exigir que as empresas se foquem cada vez mais em procurar perfis capazes de ocupar esta posição de forte responsabilidade legal e reputacional, o que a coloca entre as mais bem remuneradas em 2026.
6. Cloud architect – 60.000€ – 95.000€/ ano
O Cloud Architect é responsável por desenhar, implementar, gerir e manter a infraestrutura e sistemas Cloud de uma organização, recorrendo a plataformas como AWS, Azure ou Google Cloud. É uma função que assume um papel determinante na definição e execução das estratégias de cloud, avaliando aplicações, hardware e requisitos do negócio, e traduzindo essas necessidades em soluções escaláveis, seguras e otimizadas em custos.
Estes profissionais devem garantir a privacidade, conformidade e o desempenho, assegurar a monitorização dos ambientes cloud, resolvendo problemas técnicos, e estabelecer boas práticas de adopção na organização. Nesse sentido, as organizações valorizam cada vez mais profissionais capazes de trabalhar em estreita colaboração com equipas de TI e com as áreas de negócio.
Com a migração para a cloud a manter-se uma prioridade estratégica para as organizações, como factor-chave para impulsionar a escalabilidade do negócio, a redução de custos operacionais e a inovação, os Cloud architets estão entre os perfis mais procurados em 2026.
7. Engineering manager – 65.000€ – 90.000€/ ano
O Engineering manager lidera equipas de desenvolvimento de software, hardware ou produtos físicos, assegurando que as soluções desenvolvidas estão alinhadas com as necessidades e expectativas do negócio. É responsável pela supervisão dos projectos, devendo assegurar a arquitectura técnica, a integração de soluções de engenharia e a implementação de processos ágeis. Esta função caracteriza-se ainda pelo acompanhamento e desenvolvimento das equipas de engenheiros, pela necessidade de resolução de desafios técnicos complexos e pela contínua articulação com outros stakeholders seniores do negócio.
Com a tecnologia a evoluir rapidamente e a procura por líderes que aliem conhecimento técnico com capacidades de gestão a crescer, esta função torna-se cada vez mais crucial, especialmente em áreas como automação, Inteligência Artificial e desenvolvimento de produtos digitais.
8. Platform engineer/Site Reliability engineer (SRE) – 60.000€ – 90.000€/ ano
Enquanto o Site Reliability Engineer (SRE) se concentra na fiabilidade do sistema de produção, o Platform engineer é o responsável por criar plataformas internas para programadores com vista a aumentar a sua eficiência. Ambos automatizam tarefas rotineiras e melhoram a entrega de software, com os Platform Engineers a capacitar os programadores, tornando-os mais rápidos e os SREs a garantir o desempenho, muitas vezes utilizando ferramentas partilhadas como Kubernetes e CI/CD.
Trabalham com DevOps e Cloud, e aceleram o time-to-market dos produtos e novas funcionalidades, garantindo a sua estabilidade. São, por isso, cruciais num contexto em que se verifica o aumento das plataformas cloud-native e em que Service Level Agreement (SLA), uptime e performance são variáveis cada vez mais decisivas nos negócios.
Estes cargos exigem perfis que combinem conhecimentos sólidos de programação e de sistemas, com experiência em automação, monitorização, gestão e resposta a incidentes, tudo isto apoiado por pensamento crítico, resolução de problemas e excelente comunicação entre equipas para construir sistemas fiáveis e escaláveis.
Em Portugal, existe uma procura elevada por estes perfis, com várias vagas abertas e dificuldade das empresas em encontrar talento qualificado. Esta procura é especialmente forte para perfis com experiência sólida em cloud, Kubernetes, automação e observability e, apesar de o mercado ser mais pequeno do que em grandes hubs internacionais, existem oportunidades tanto em empresas nacionais como em multinacionais com operações no país.
9. Data Engineering lead/Principal Data engineer – 60.000€ – 85.000€/ ano
Os Data Engineering lead e Principal Data engineers são responsáveis por desenhar, construir e gerir infraestruturas, plataformas e pipelines de dados em grande escala, assegurando que a informação é fiável, acessível e orientada para a criação de valor. Combinam expertise técnica com liderança estratégica, gestão de equipas e capacidade de comunicação entre áreas funcionais.
Esta função está a evoluir do profundo conhecimento técnico para uma vertente mais estratégica, centrada na definição de standards, na construção do roadmap das plataformas de dados e na ligação entre tecnologia e objetivos de negócio. No futuro, a evolução deverá reforçar a integração de IA e de arquitecturas cloud-native.
Num contexto em que os dados são a base da analítica avançada e da IA, estas funções exigem, assim, uma elevada especialização técnica, à qual se juntam as capacidades de liderança e de visão estratégica. A procura por estes perfis é particularmente forte em sectores de Banca, Indústria, Retalho e Software como Serviço (SaaS).
10. Director de Logística – 60.000€ – 80.000€/ ano
O director de Logística planeia, coordena e supervisiona toda a cadeia de distribuição de uma organização, desde a aquisição de matérias-primas até à entrega final ao cliente, gerindo a complexidade das cadeias de abastecimento e a pressão por eficiência logística.
Este cargo, com responsabilidade sobre todas as operações e supply chain, abrange a gestão de equipas, transportes, armazéns e tecnologias para garantir que os produtos certos cheguem ao destino, no momento desejado. Para optimizar custos e salvaguardar a eficiência operacional e a satisfação do cliente, são necessárias competências como visão estratégica do negócio, análise de dados, resolução de problemas, liderança, comunicação e conhecimento de tecnologias e de softwares de gestão.














