Aumento salarial das empresas deverá registar uma descida em relação a 2025, revela estudo

Margarida Lopes
11 de Fevereiro 2026 | 08:40
Aumento salarial das empresas deverá registar uma descida em relação a 2025, revela estudo

As empresas em Portugal estão a adoptar uma postura de estabilidade no que diz respeito aos aumentos salariais previstos para 2026, segundo a edição mais recente do Salary Budget Planning Survey da WTW. 

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Os dados revelam que a média do aumento salarial real em 2025 foi de 3,5%, sendo que as empresas preveem uma ligeira descida em 2026 para 3,2%. Esta tendência mantém Portugal alinhado com a descida da inflação e com um mercado de trabalho que, embora competitivo, apresenta sinais de maior equilíbrio.

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A inflação, que tem sido uma variável crítica nos últimos anos, deverá abrandar de 2,4% em 2025 para 2,0% em 2026, criando condições para orçamentos mais previsíveis. A taxa de desemprego acompanha esta tendência, descendo ligeiramente para 6.0%. Em termos macroeconómicos, o PIB deverá crescer para 2,3% em 2026.

No ciclo actual, pouco menos de metade dos empregadores (43%) não fez qualquer alteração aos seus orçamentos salariais projectados desde que foram definidos a meio do ano. Embora apenas 7% esteja a aumentar os orçamentos, 24% dos empregadores irão reduzi-los.

Entre aqueles que estão a rever as projecções iniciais, fatores como pressões inflacionistas (13%), perspectivas de melhores resultados financeiros (29%), preocupações com a escassez de talento no mercado de trabalho (18%), alterações na estratégia de compensação (13%), assim como preocupações relacionadas à equidade Salarial (11%), estão a influenciar os orçamentos salariais.

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Ao nível da atracção e retenção de talento, a proporção de empresas sem problemas na atracção e retenção de talento aumentou mais do dobro em 2025 (20%), pese embora esses resultados continuem a ser desafiantes, sendo que a resposta passa por reforçar políticas de flexibilidade, programas de compensação e iniciativas centradas na experiência do colaborador.

A adopção da Inteligência Artificial em Rewards em Portugal ainda é limitada, mas nota-se uma evolução crescente. As empresas mostram maior intenção de investir em Benchmarking salarial, arquitectura de funções, gestão de competências e tendências de mercado, áreas onde a IA pode facilitar as análises e a tomada de decisões mais precisas.

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No conjunto, os dados sugerem que 2026 será um ano de continuidade e prudência, com orçamentos estáveis, práticas de gestão salarial consolidadas e um mercado de trabalho que demonstra sinais de maior previsibilidade, factores que dão às empresas margem para planear os orçamentos com mais segurança e alinhar a compensação com as realidades do negócio, apesar do contexto geopolítico se manter instável.

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