Imagina a partir de que idade começa a discriminação etária no mercado de trabalho? Estudo dá a resposta (comprovada)

Human Resources com Lusa
5 de Março 2026 | 09:40

Os vieses inconscientes em relação à idade estão a fazer com que os profissionais na casa dos 50 anos sejam tratados de forma menos favorável no mercado de trabalho, concluiu o Centre for Ageing Better.

Segundo o inquérito a 4.000 adultos no Reino Unido, a idade média em que alguém se torna indesejável para os recrutadores é aos 55 anos, reporta o People Management. Mais de um terço (36%) dos inquiridos acredita que os candidatos com 50 anos ou menos são vistos como menos desejáveis, enquanto 8% pensa que o limite é já aos 40 anos.

As pessoas entre os 45 e os 54 anos foram as que mais afirmaram que os candidatos com 50 anos ou menos são vistos como menos desejáveis ​​(41%) – uma faixa etária que frequentemente relata sofrer discriminação etária no local de trabalho.

Apenas 10% afirmou não acreditar que exista uma idade em que alguém se torne menos desejável para contratação.

Carole Easton, directora executiva do Centre for Ageing Better, afirma que os resultados mostraram como as capacidades das pessoas são muitas vezes julgadas unicamente pela sua idade.

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«O preconceito etário limita o trabalho, a saúde, as relações, a ambição e a confiança – e, em última análise, a vida de quem é visto como digna de investimento. Livrar a sociedade do preconceito etário teria um impacto transformador em muitas vidas», explicou.

As descobertas revelam o quão enraizadas estão as suposições baseadas na idade no mercado de trabalho.

Natalie Hall, directora-geral da 55/Redefined, uma organização membro que defende a diversidade etária no local de trabalho, afirmou que o impacto do preconceito etário pode ser “profundo”, prejudicando a confiança e levando as pessoas a abandonar o mercado de trabalho precocemente.

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«Numa época em que as pessoas vivem e trabalham durante mais tempo, este limite arbitrário não tem qualquer fundamento em provas, desempenho ou capacidade. Isto reflecte a percepção, não a realidade, e mostra como o preconceito etário está a moldar silenciosamente as decisões de contratação muito antes de a reforma sequer estar no horizonte», explicou.

O preconceito etário no mercado de trabalho também significa que as organizações estão a ignorar o talento experiente numa altura em que muitas empresas enfrentam escassez de mão-de-obra qualificada.

«Vemos também consolidar-se o preconceito etário interno, em que as pessoas começam a desistir de se candidatar a vagas porque acreditam que a porta já está fechada para elas», acrescentou Hall.

Os empregadores devem reconhecer o valor dos trabalhadores de todas as idades. «Os empregadores devem adoptar estratégias de contratação que incluam talentos mais experientes e considerar a criação de funções que permitam uma vida profissional mais longa, com flexibilidade e benefícios para cada fase da vida», concluiu.

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