A iniciativa Gulbenkian Empregar já apoia 14 projectos de qualificação e empregabilidade de jovens em situações de maior vulnerabilidade e agora a Rede Empregar vai agregar esta iniciativa da Fundação Calouste Gulbenkian a outros projectos e organizações com o mesmo objectivo.
A “Incorpora” da Fundação “la Caixa”, a “Afirma-te já” do Instituto Português do Desporto e Juventude, o Instituto de Emprego e Formação Profissional (IEFP) e a Fundação BNP Paribas são os restantes projectos e organizações envolvidos.
Pedro Cunha afirma que a rede pretende apoiar jovens até aos 34 anos que já acabaram o curso e continuam desempregados, que interromperam as suas formações e não conseguem arranjar trabalho, que acabaram por se deixar desmotivar e nem estão à procura de um emprego e também aqueles com trabalhos precários, “de curta duração tipicamente mal remunerados”, entre outros casos.
O responsável destaca que «não há uma fórmula mágica e rígida» para trabalhar com os jovens e por isso os projectos da rede «têm abordagens muito diferentes umas das outras», dando o exemplo de uma iniciativa que visa a formação profissional de jovens imigrantes.
«Temos abordagens muito viradas para a formação profissional, por exemplo, temos um projecto em Setúbal que trabalha particularmente com comunidades migrantes da Ásia, em que o projecto está muito virado para a formação profissional, para que eles tenham uma integração rápida no mercado de trabalho», explicou.
Segundo o responsável, na Rede Empregar estão ainda a decorrer projectos em que os jovens podem deslocar-se para outra zona do país para desenvolver competências e criarem negócios.
«Temos projectos na área da música, por exemplo, que a partir da música urbana e das novas expressões artísticas mobilizam jovens que vivem situações sociais muito desafiantes a criarem o seu próprio negócio e alguns deles a integrarem percursos de formação e de qualificação profissional», indicou o responsável.
Outro dos objectivos da rede é que os projectos possam «influenciar de alguma maneira a política pública». «Isto pode perfeitamente ser alavancado, divulgado, alargado para todo o país.»
A percentagem de jovens dos 15 aos 29 anos que, em 2025, não trabalhavam, não estudavam nem frequentavam qualquer formação, conhecidos como geração “Nem-Nem”, recuou para 11% na União Europeia, segundo os dados do serviço estatístico europeu, o Eurostat, divulgados em Maio.
De acordo com o indicador, registou-se uma ligeira descida face a 15,2% em 2015 e 11,1% em 2024, aproximando-se do objectivo de reduzir a taxa destes jovens para 9% até 2030.
Em Portugal, a taxa de jovens “Nem-Nem” foi, em 2025, de 9%, que o Eurostat compara com a de 13,1% de 2015.














