Há um desequilíbrio crescente entre procura e disponibilidade de talento qualificado. Mas 87% das empresas planeia recrutar em 2026

Conheça os dados do Guia Hays 2026.

Margarida Lopes
1 de Julho 2026 | 12:20
Há um desequilíbrio crescente entre procura e disponibilidade de talento qualificado. Mas 87% das empresas planeia recrutar em 2026

Apesar da forte atractividade de Portugal para centros tecnológicos internacionais e operações globais, a disponibilidade de talento especializado continua a representar um dos principais desafios para as empresas. Segundo o Guia Hays 2026, os perfis de Tecnologias de Informação continuam entre os mais procurados pelas organizações em Portugal, com 23% das empresas a prever recrutamento nesta área ao longo do próximo ano.

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Os dados mostram ainda que 87% das organizações pretendem recrutar em 2026, enquanto apenas 67% dos profissionais demonstram intenção de mudar de emprego, evidenciando um desequilíbrio crescente entre procura e disponibilidade de talento qualificado.

Esta realidade é particularmente evidente em áreas altamente especializadas, como Inteligência Artificial, Cloud, Cybersecurity e Data & Analytics, onde a velocidade da evolução tecnológica continua a superar a disponibilidade de profissionais com as competências necessárias.

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O guia mostra que num contexto de aceleração da transformação digital, as empresas continuam a reforçar o investimento em áreas tecnológicas consideradas críticas para a inovação, competitividade e crescimento dos negócios.

A crescente adopção de soluções de Inteligência Artificial, automação, cloud computing e análise avançada de dados está a impulsionar a procura por profissionais especializados em áreas como AI & Machine Learning, Cloud, Cybersecurity, Data Engineering e Data & Analytics.

Paralelamente, as organizações continuam a investir em competências ligadas ao desenvolvimento de software, plataformas empresariais, soluções aplicacionais e infraestruturas tecnológicas, procurando profissionais capazes de combinar conhecimento técnico especializado com capacidade de adaptação, pensamento analítico e visão de negócio.

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À medida que a tecnologia assume um papel cada vez mais estratégico nas organizações, cresce também a necessidade de desenvolver competências técnicas e comportamentais que permitam acompanhar a rápida evolução do mercado e responder aos desafios colocados por tecnologias emergentes.

O estudo mostra também que a Inteligência Artificial tem vindo a assumir um papel cada vez mais determinante na transformação das organizações, com impacto particularmente visível nas áreas de Software Development, aplicações e Data.

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No desenvolvimento de software, a IA está a impulsionar ganhos significativos de eficiência, automatizando tarefas repetitivas, melhorando a qualidade do código e acelerando os ciclos de desenvolvimento. Na vertente aplicacional, destaca-se pela capacidade de potenciar soluções mais inteligentes, adaptativas e centradas no utilizador, elevando a experiência digital a novos patamares. Já no universo de Data, a IA assume um papel fundamental na análise avançada, previsão de tendências e geração de insights estratégicos, consolidando estas funções como pilares essenciais da evolução tecnológica e competitiva das organizações.

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