A importância de olhar para si: Recursos Humanos e o equilíbrio emocional

Quando se fala em equilíbrio emocional é preciso ter a noção de que nem sempre é possível controlar impulsos e sentimentos. Isso é natural porque o nosso lado emocional do cérebro funciona mais rápido do que o lado racional, o que nos torna seres movidos pelas emoções. Mas qual é a diferença entre alguém que sabe dominar esses impulsos e alguém que se deixa dominar por eles?

Um indivíduo emocionalmente inteligente é capaz de lidar com as emoções, usando-as para tomar as melhores decisões em qualquer situação. Através desse conhecimento é possível equilibrar a razão e os sentimentos, a fim de neutralizar as emoções negativas e acabar com as crenças limitadoras e os comportamentos prejudiciais.

De acordo com o psicólogo Daniel Goleman, a inteligência emocional é uma capacidade poderosa capaz de conceder a quem a pratica:

Melhoria nas relações interpessoais;
Diminuição da ansiedade e do stress;
Aumento da empatia;
Maior poder de decisão;
Crescimento da produtividade em qualquer actividade;
Autoestima elevada;
Mais responsabilidade e compromisso;
Equilíbrio emocional.

Vivemos um desafio onde nossas emoções estão à flor da pele. Logo é importante adquirir autoconhecimento, controle emocional, automotivação e empatia, cruciais para canalizar as nossas energias para a rotina e para os compromissos que assumimos, mantendo um equilíbrio emocional e preservando a nossa saúde mental. A construção de relacionamentos positivos, ainda que virtuais, é muito importante.

Para Martin Seligman, o “pai” da Psicologia Positiva, «os outros são um antídoto para os momentos maus e a fórmula mais confiável para os bons momentos». Isso significa que até mesmo as pessoas com perfis mais autossuficiente precisam de outros indivíduos para resolver algumas questões, e que a chave para uma vida com mais realizações é a união.

Relacionamentos positivos são ambientes perfeitos para despertar o que há de melhor no nosso interior, e o autoconhecimento é a peça-chave para conquistar o amadurecimento emocional necessário em qualquer interacção.

Mas não é tão simples quanto parece. Muitas vezes, conflitos internos, crenças a respeito de si mesmo e dos outros fazem-nos procurar desculpas como respostas aos problemas, criando relações vazias em conhecimento. Por isso, mais do que nunca, o momento exige adaptabilidade.

Adaptabilidade é a capacidade de se ajustar às situações novas e de encará-las de frente, independentemente das circunstâncias. Essa aptidão não nasce de um dia para o outro, precisa ser construída pouco a pouco. Para desenvolvê-la e enfrentar o momento de cabeça erguida, ficam cinco dicas práticas:

1 – Transforme as mudanças em oportunidades
Nem sempre as coisas acontecem como desejamos, por isso, procure encarar essas novidades de frente, não como obstáculos, mas como oportunidades para evoluir cada vez mais. Não teve a promoção tão desejada? Pare, respire fundo e utilize esse tempo para aprimorar ainda mais as suas capacidades para alcançar novas conquistas.

2 – Seja positivo
Comece a criar uma visão mais optimista de tudo o que está ao seu redor. Quando você é mais positivo, passa a focar-se no que lhe faz bem e isso, consequentemente, lhe dará mais tranquilidade para lidar com surpresas e se adaptar melhor a elas.

3 – Abrace o novo
As coisas não aconteceram com você planeou? Fique tranquilo e dê uma oportunidade para que isso seja positivo para si. Em vez de relutar, abrace a situação e tente entender o que ela lhe pode proporcionar.

4 – Aprenda consigo mesmo
Se existe alguém que pode lhe ensinar valiosas lições sobre acções e atitudes é você mesmo! Por isso, analise o seu comportamento do passado, presente e projete-se para o futuro. Aprenda com os seus erros e descubra que já utilizou a adaptabilidade muitas vezes e nem se deu conta.

5 – Trabalhe a autoconfiança
Está tudo fora de controle? Confie em si mesmo. Você é um indivíduo com total capacidade e talento para virar o jogo e transformar o que aconteceu em algo mais positivo e saudável. Reconheça os seus defeitos, mas também as suas qualidades, afinal, foram elas que lhe permitiram chegar até aqui.

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