Ana Sousa: Promover uma “happy people revolution”

A Farfetch passou de startup a primeiro unicórnio português, estando actualmente cotada na bolsa de Nova Iorque. O crescimento tem sido exponencial e a missão de Ana Sousa é assegurar um ambiente onde as pessoas se sintam genuinamente felizes.

 

Por Ana Leonor Martins | Fotos Farfetch

 

Quando Ana Sousa integrou a Farfetch, há cinco anos, a empresa tinha 190 pessoas e a sua equipa duas. Hoje, só em Portugal, são mais de duas mil, e cerca de 80 pessoas na People Team. No desafio proposto, fascinou-a a possibilidade de construir uma equipa quase do zero e a magia de fazer parte da criação de algo novo, que veio revolucionar a indústria da moda de luxo. Reconhece que promover uma “happy people revolution” é, mais do que um desafio, um objectivo concreto, que nunca está completamente cumprido, e sabe que, com uma equipa tão diversa e dispersa, a crescer a um ritmo acelerado, é preciso ter sempre bem presente quais os pilares que sustentam a Farfetch, as suas raízes, sem nunca perder o foco: a cultura.

 

Entrou para a Farfetch há cerca de cinco anos, mas, sendo uma empresa que tem tido um crescimento exponencial, calculo que a realidade de hoje seja muito diferente da que encontrou em 2014. O que destacaria como principais diferenças?
Naturalmente que uma empresa que procura ser revolucionária no sector, não pode ser a mesma ao final de cinco anos. A diferença mais significativa está na dimensão. Temos crescido muito, e muito rapidamente. Em cinco anos, temos 10 vezes mais colaboradores em Portugal. Neste momento, temos ainda mais escritórios, mais parceiros e mais clientes. A própria forma como as equipas se organizam é diferente, bem como os programas que temos vindo a desenhar para que as nossas pessoas continuem a sentir-se felizes e realizadas. De resto, continuamos a mesma empresa global e inovadora, que está a revolucionar o comércio, ao mesmo tempo que procura construir uma cultura diferente.

 

Quando assumiu o cargo de head of Talent and People, a sua missão era fazer uma “happy people revolution” na organização. Quais as prioridades que assumiu para o alcançar e quais os principais desafios que encontrou?
Promover esta “Happy People Revolution” é de facto um desafio. Não é só uma ideia bonita, é um objectivo concreto, mas um objectivo que nunca está completamente cumprido, porque temos sempre de olhar para as necessidades, para os desejos das pessoas a cada momento. Nunca nada pode ser dado como garantido. Temos de nos reinventar sistematicamente e estarmos próximos das pessoas, para que a nossa proposta de valor enquanto equipa esteja alinhada e vá ao encontro daquilo que as nossas pessoas procuram.

Quando cheguei à Farfetch sabia por onde começar. Sabia que era importante olhar não só para a candidate journey, como também para a employee journey, e procurar que todos os momentos desse caminho fossem coerentes.

Pode parecer simples, mas numa em- presa que cresce ao nosso ritmo nem sempre é fácil. Por isso, temos sempre de ter bem presente quais os pilares que nos sustentam, quais são as nossas raízes, sem nunca perder o foco. E o nosso foco será sempre a cultura: continuar a construí-la, promovendo um ambiente inclusivo, que dê espaço para as pessoas serem elas próprias e onde possam ser genuinamente felizes, respeitadas e compreendidas.

 

Desde que entrou na Farfetch, quais as principais evoluções em termos de Gestão de Pessoas?
O princípio base da Gestão de Pessoas não mudou, ou seja, colocá-las no centro das nossas decisões. Representativo disso é o facto de a People Team ter vindo a desenvolver-se também em termos de pessoas e de estrutura. À data de hoje, somos cerca de 130 pessoas a nível global, sendo que, só em Portugal, somos 80, distribuídos em equipas como: Talent Acquisition, People Partners, Learning & Development, People Applications, Total Rewards e People Analytics & Planning. O grande objectivo é cobrir o ciclo do colaborador, desenvolvendo programas que façam sentido para todos.

 

E, cerca de meses depois, agora como VP People, quais são os seus principais desafios e objectivos prioritários?
Não sou uma líder que se alimenta de títulos. Continuo a mesma pessoa, com a mesma missão de promover uma “happy people revolution”. Os meus desafios continuam a ser os mesmos: como ser uma melhor líder, como ser uma melhor parceira do negócio, como continuar a desenvolver as nossas pessoas, como comunicar a mensagem e direccionar os colaboradores para um bem comum. No fundo, como ter impacto positivo na vida daqueles que escolhem a Farfetch.

 

Leia a entrevista na íntegra na edição de Setembro da Human Resources, nas bancas.

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