
Atenção: Fisco alerta para SMS falsa que reclama pagamento “para evitar penhora”
Uma mensagem de telemóvel que está a circular em nome do fisco a reclamar um alegado pagamento de impostos “para evitar penhora” é falsa, advertiu a Autoridade Tributária e Aduaneira (AT).
Num aviso publicado no Portal das Finanças, a AT diz ter «conhecimento de que alguns contribuintes estão a receber mensagens de texto (SMS) fraudulentas», através das quais os destinatários «são induzidos a carregar num link que é fornecido para alegadamente regularizar a sua situação tributária».
O aviso do fisco inclui uma réplica das mensagens, nas quais é referido que a pessoa visada “tem um pagamento pendente” e que deveria pagar até ao passado dia 5 de Fevereiro “para evitar penhora”.
Imediatamente a seguir, é referido que o destinatário “pode consultar os detalhes” no link incluído na mensagem.
Essa página simula a composição gráfica do Portal das Finanças, onde aparece a falsa informação com uma referência de pagamento, número da fatura, data e valor a pagar (no caso apresentado, 198,95 euros).
Segundo a AT, o objectivo das mensagens «é convencer o destinatário a aceder a páginas maliciosas carregando nos links sugeridos e a efetuar pagamentos indevidos».
A página refere de forma fraudulenta que o pagamento em falta se encontra em incumprimento, citando um artigo do CPPT para afirmar que o não pagamento do valor em causa «poderá resultar em processo de execução fiscal e penhora dos bens».
No mesmo aviso publicado no Portal das Finanças, a AT recomenda aos cidadãos a leitura do «folheto informativo sobre Segurança da Informação» disponível no site, mas, nessa página, não disponibiliza o link para o documento.
Para o encontrar sem sair do site da AT, é possível escrever na barra de pesquisa a expressão «folheto informativo sobre Segurança da Informação» e, de seguida, seleccionar o primeiro resultado no segmento “informação”.
Neste folheto, a AT recomenda aos cidadãos que não respondam às mensagens que suscitam dúvidas, não cliquem em links, não descarreguem ou abram ficheiros e não forneçam «as suas credenciais para acesso ao Portal das Finanças».
Adicionalmente, sugere que os cidadãos apaguem as mensagens «de origem desconhecida ou de conteúdo duvidoso».