Como evoluiu a desigualdade salarial nos últimos 26 anos?

Em mais de duas décadas, a desigualdade salarial entre homens e mulheres «não se atenuou». A conclusão é do Departamento de Estudos Económicos do Banco de Portugal (BdP). 

 

De acordo com o BdP, os salários das mulheres portuguesas eram inferiores aos dos homens em 27 pontos percentuais em 1991. Desde essa data, «um número crescente de mulheres, cada vez mais qualificadas, integrou o mercado de trabalho português», faz notar, acrescentando que, em simultâneo, entre 1991 e 2017, o hiato salarial entre mulheres e homens reduziu-se em cerca de 11 pontos percentuais.

Esta evolução «reflecte, essencialmente, uma alteração das características das mulheres presentes na força de trabalho que conduziu ao aumento da sua produtividade e, portanto, dos salários», sublinha o BdP.

A entidade, liderada por Carlos Costa, explica que quando o cálculo do hiato salarial é ajustado para as características observadas dos homens e das mulheres, a indicação de aproximação dos salários deixa de se verificar, registando-se, ainda em 2017, um hiato salarial de 19 pontos percentuais. Ou seja, «os progressos salariais do contingente feminino da força de trabalho observados ao longo dos 26 anos são devidos, quase exclusivamente, à melhoria das suas qualificações (sobretudo o aumento dos níveis de escolaridade) e não à redução da componente não explicada do diferencial salarial, que é convencionalmente associada à noção de discriminação de género».

«Neste sentido, não há qualquer indicação de que nos últimos 26 anos a discriminação de género na formação dos salários se tenha atenuado em Portugal», conclui.

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